HISTÓRICO: Abstenção projetada nas eleições de 2026 é a menor desde 1989
A abstenção no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 chegou a 18,98%, segundo o painel de apuração exibido pelo TSE neste domingo (25).
O índice, ainda parcial, aponta para a menor proporção de eleitores ausentes em uma eleição presidencial decidida em segundo turno desde 1989, quando o Brasil voltou a escolher diretamente seu presidente após a ditadura militar.
De acordo com os números exibidos no painel, 20.368.318 eleitores não compareceram às urnas, enquanto 86.956.384 votaram.
O comparecimento registrado era de 81,02% do eleitorado considerado na atualização.
O percentual de 18,98% fica ligeiramente abaixo dos 18,99% registrados no segundo turno de 2006, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente.
A diferença é de apenas 0,01 ponto percentual, o equivalente a uma diferença proporcional muito pequena.
Os números de 2026, porém, ainda dependem da conclusão da totalização dos votos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Por isso, a comparação histórica deve ser tratada como provisória até a divulgação dos dados consolidados.
Histórico da abstenção no segundo turno Nas eleições presidenciais anteriores, a abstenção ficou acima de 20% em quase todas as disputas realizadas desde 2002.
Em 1989, o índice foi de aproximadamente 14,4%.
Já em 2006, a proporção de eleitores ausentes foi de 18,99%, a menor entre os segundos turnos realizados neste século antes da votação deste domingo.
Em 2010, a abstenção chegou a 21,50%.
Em 2014, ficou em 21,10%, enquanto em 2018 alcançou 21,30%.
Na eleição de 2022, o índice foi de 20,59%, quando Lula derrotou Jair Bolsonaro (PL).
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