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Política

Lula vence o neofascismo e é eleito presidente pela quarta vez, como nunca antes na História do Brasil

Revista Fórum ·
Lula vence o neofascismo e é eleito presidente pela quarta vez, como nunca antes na História do Brasil

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente da República pela quarta vez neste domingo (25), em uma vitória histórica sobre Flávio Bolsonaro (PL), herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.

Com 78,08% das urnas apuradas, Lula tem 51,21% dos votos válidos, contra 48,79% do adversário.

A porcentagem e as projeções de todos os institutos mostram que Lula conquistou mais um mandato no Palácio do Planalto, tornando-se o primeiro brasileiro a vencer quatro eleições presidenciais pelo voto popular.

Aos 80 anos, a dois dias de completar 81, Lula escreve mais um capítulo de uma trajetória que se confunde com a própria história da redemocratização brasileira.

O menino que deixou o sertão pernambucano em um pau de arara, enfrentou a fome, a pobreza e o trabalho infantil, tornou-se líder sindical, ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores e chegou ao comando da maior economia da América Latina pela quarta vez.

O resultado representa ainda uma nova derrota do projeto de poder da família Bolsonaro, que tentou se perpetuar no comando do país mesmo após a derrota de Jair Bolsonaro em 2022, por meio de uma trama golpista que culminou nos ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.

Quatro anos depois de derrotar o pai, Lula venceu o filho nas urnas, frustrando a tentativa de recolocar no Palácio do Planalto um projeto político de extrema direita que combina autoritarismo, fundamentalismo religioso e uma agenda econômica ultraliberal.

Brasil contra tudo e contra todos Ao contrário da narrativa antissistema cultivada pelo bolsonarismo, Flávio Bolsonaro chegou à disputa presidencial como representante de uma ampla articulação de forças políticas e econômicas interessadas em derrotar Lula e recolocar no centro do poder uma agenda de privatizações, desregulamentação e redução do papel do Estado.

Em torno do herdeiro político de Jair Bolsonaro convergiram setores da Faria Lima, representantes do mercado financeiro, segmentos da mídia liberal, parte do Centrão e grupos econômicos internacionais identificados com o receituário ultraliberal.

A articulação encontrou respaldo político no movimento internacional de extrema direita, especialmente no trumpismo, que transformou a ofensiva contra governos progressistas em parte de sua estratégia de influência sobre a América Latina.

Lula, por sua vez, buscou transformar a eleição em um confronto entre dois projetos de país: de um lado, a defesa da democracia, da soberania nacional e das políticas de inclusão social; de outro, o retorno de uma agenda associada ao desmonte de direitos e ao autoritarismo bolsonarista.

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