Ouro fecha em alta e sobe mais de 5% na semana com incertezas nos EUA
O ouro fechou em alta acima de 2% nesta sexta-feira ( 21) encerrando uma semana de valorização maior que 5% para o metal.
O contexto de incertezas com a postura da economia americana, que envolve a disparada da dívida pública e intervenções no mercado de títulos, reforçou a busca por ativos alternativos, com o metal aparecendo como um refúgio.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 2,4%, a US$ 4.680,60 por onça-troy.
Na semana, a alta foi de 5,5%.
A prata para setembro avançou 2,1%, a US$ 69,53 por onça-troy.
O avanço semanal foi de 6,8%.
Leia Mais Ações de bancos caem em meio a preocupações com inadimplência e juro alto Apple pagou 40% dos seus impostos globais à Irlanda no último ano Samsung Electronics prevê retorno de quase US$ 80 bi para acionistas “A reviravolta tem origem nas recentes incursões do Tesouro dos EUA nos mercados de câmbio e de títulos, bem como na desvalorização do dólar”, aponta a Capital Economics.
“A possibilidade de novas surpresas por parte dos formuladores de políticas dos EUA pode manter o dólar sob pressão e sustentar os preços do ouro no curto prazo.
Paralelamente, o legado da intervenção no iene provavelmente reforçará a atratividade do metal dourado como ativo de reserva para os bancos centrais no futuro”, avalia a consultoria.
O Commerzbank acrescenta que a recente alta dos preços de energia “não é, atualmente, um fator relevante”, considerando que a demanda pelo metal aumenta conforme ressurgem preocupações com o crescimento da dívida pública dos EUA.
O banco alemão nota ainda que o preço do ouro recebe suporte adicional do fluxo de capital para ETFs.
Por sua vez, ao longo dos próximos dias estes temas deverão dividir a atenção com as perspectivas para a inflação e a postura do Federal Reserve (Fed).
O Commerzbank lembra que o ímpeto do rali pode perder força caso o deflator do índice de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos EUA – a medida de inflação preferida pelo Fed – continue indicando pressões de preços acima da meta.
“Nesse cenário, é provável que as discussões sobre aumentos nas taxas de juros ganhem força novamente”, pondera.
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