Marte ganhou uma batata como lua depois de um impacto violento modificar o formato original de Deimos; cientistas agora recriaram como tudo aconteceu
Marte possui duas pequenas luas cuja origem e órbita ao redor do planeta vermelho ainda não foram confirmadas — mas uma nova pesquisa pode explicar alguns dos mistérios que envolvem Deimos , seu satélite mais externo.
Deimos, que recebeu o nome de filho do deus grego Ares e significa “pavor” em grego antigo , é uma pequena rocha irregular com formato semelhante a uma batata .
Ares também é conhecido como Marte na mitologia romana.
A lua está a cerca de 24.000 quilômetros (14.913 milhas) da superfície de Marte, e orbitadores a observam desde a década de 1970 — incluindo um sobrevoo recente da missão Hera da Agência Espacial Europeia em março de 2025.
A Hera está a caminho para estudar as consequências da missão DART da Nasa, que intencionalmente colidiu uma espaçonave contra uma pequena lua que orbita um asteroide maior. https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/08/Gravacao-de-Tela-2026-08-21-172758.mp4 Imagens orbitais mostraram que, ao contrário de sua lua irmã, Fobos, repleta de crateras e cujo nome significa medo em grego antigo, Deimos é muito mais lisa — e coberta por uma camada intrigante de poeira e entulho chamada regolito.
Deimos, que tem cerca de 12 quilômetros de diâmetro, também possui uma característica identificadora: uma bacia de impacto de 10 quilômetros de largura em seu polo sul, que se assemelha a uma depressão acentuada, similar às observadas em cadeias de montanhas.
Os cientistas há muito questionam o que criou a cratera e levou à formação da camada de poeira.
Ao comparar as imagens da passagem da sonda Hera com simulações de impacto, os autores de um novo estudo publicado na terça-feira na revista Nature Astronomy sugerem que um único impacto de um grande asteroide remodelou Deimos, resultando na impressionante cratera polar e na camada global de poeira da lua.
O estudo oferece uma previsão que poderá ser testada pela missão de Exploração das Luas de Marte da Agência Espacial Japonesa (JAXA), conhecida como MMX, cujo lançamento está previsto para o final do ano.
A missão visa capturar observações detalhadas e sem precedentes de ambas as luas para ajudar a determinar como e quando elas se formaram e até mesmo trazer amostras coletadas de Fobos para a Terra.
Leia mais Uma jovem vampira enterrada numa sepultura há 400 anos com foice na garganta e cadeado no pé tem um mistério que desafia cientistas Cupins criam ar-condicionado que funciona melhor do que usados por humanos Eclipse lunar no Brasil: data, horário e onde observar “Nosso estudo fornece previsões importantes e concretas para esta missão japonesa MMX”, disse a Dra.
Sabina Raducan, autora principal do estudo, gerente de programa científico do Instituto Internacional de Ciências Espaciais e pesquisadora sênior da Universidade Livre de Bruxelas.
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