Casos de ‘justiça com as próprias mãos’ sobem 25% no RJ; seguranças são flagrados fazendo rondas irregulares em Copacabana
Seguranças são flagrados fazendo rondas irregulares em Copacabana Arquivo pessoal O número de crimes conhecidos como “justiça com as próprias mãos”, previstos no Código Penal como “exercício arbitrário das próprias razões”, cresceu 25% no Rio de Janeiro no primeiro trimestre deste ano.
Foram 504 casos entre janeiro e março de 2026, contra 402 no mesmo período de 2025, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP).
O aumento ocorre enquanto a Polícia Civil investiga a morte de um ciclista espancado em Copacabana por um grupo que incluía dois homens que trabalhavam como seguranças na região. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Agressores que espancaram homem até a morte em Copacabana filmaram barbárie No bairro, imagens obtidas pelo g1 mostram homens que atuam como seguranças circulando pelas ruas com cassetetes, numa posição de patrulha.
Contudo, segundo a regulamentação da Polícia Federal, a realização de rondas ou vigilância em vias públicas, armada ou desarmada, configura segurança privada clandestina.
As exceções previstas são apenas para modalidades específicas, como segurança pessoal, escolta armada e transporte de valores.
As imagens obtidas pelo g1 foram feitas antes da morte do ciclista.
Relatos de moradores do bairro indicam que a presença dos seguranças pelas ruas de Copacabana foi bastante reduzido após as agressões contra o ciclista.
A atuação desses profissionais ganhou atenção após a morte de Cláudio Rafael Landeiro, espancado na madrugada de 12 de agosto depois de ser acusado, sem provas, de ter roubado uma bicicleta.
Segundo a investigação, dois seguranças e dois entregadores participaram das agressões.
Um dos seguranças aparece nas imagens com um porrete utilizado para golpear a vítima.
Para o advogado Victor Solla Jorge, membro da Comissão Especial de Segurança Privada da OAB-SP e especialista nas atividades regulatórias do setor, a atuação de seguranças em vias públicas tem limites definidos pela legislação.
“O vigilante particular protege patrimônio dentro do estabelecimento contratado e, no máximo, no seu entorno imediato quando isso está previsto em projeto de segurança aprovado pela Polícia Federal".
"Fazer ronda em rua de Copacabana, a pé, de moto ou de bicicleta, atendendo comerciantes ou associação de moradores, sem autorização específica, é, por definição normativa, segurança privada clandestina.
Patrulhamento de via pública é atribuição de polícia e não pode ser terceirizado ao setor privado”, explicou o especialista.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.