Anthropic vence Trump em queda de braço judicial sobre IA
A Justiça dos Estados Unidos decidiu que o governo Trump agiu ilegalmente ao classificar a Anthropic como risco à cadeia de fornecimento e barrar negócios da empresa com o governo.
A juíza federal Rita Lin entendeu que houve retaliação por manifestações protegidas pela Primeira Emenda.
O conflito começou depois que a Anthropic impôs limites ao uso militar de sua inteligência artificial .
Segundo o The New York Times , a decisão encerra a primeira de duas ações judiciais apresentadas pela empresa contra o governo.
Um contrato de US$ 200 milhões com o Pentágono esteve no centro da disputa entre Anthropic e governo Trump. – Imagem: Chip Somodevilla e Stockinq – Shutterstock Contrato de US$ 200 milhões está no centro da disputa A briga ganhou força no início do ano, quando Anthropic e governo não chegaram a um acordo sobre um contrato de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,03 bilhão) para fornecer tecnologia de IA ao Pentágono em sistemas classificados.
A empresa queria impedir dois usos específicos: vigilância em massa de americanos e armas autônomas capazes de matar alvos sem supervisão humana.
O Pentágono discordou.
Para o governo, uma empresa privada não poderia estabelecer políticas para os Estados Unidos.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, acabou classificando a Anthropic como um risco à cadeia de fornecimento.
Essa categoria havia sido utilizada contra empresas estrangeiras consideradas ameaças à segurança nacional.
Com a classificação, fornecedores e contratados das Forças Armadas ficaram impedidos de fazer negócios com a Anthropic.
Governo não convenceu a juíza A Anthropic levou o caso à Justiça e alegou que a classificação não se aplicava à companhia.
Também afirmou que a medida tinha motivação ideológica e violava seus direitos constitucionais.
Na decisão de 59 páginas, Rita Lin concluiu que o governo retaliou a empresa por atividades protegidas pela Constituição.
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