Ele estava flutuava a mais de 500 quilômetros da Terra quando o traje inchou e não cabia mais na nave; o cosmonauta soviético esvaziou o ar sob risco de descompressão e voltou à nave na primeira caminhada espacial
Durante a primeira caminhada espacial da história, em março de 1965, o cosmonauta soviético precisou reduzir a pressão do próprio traje para conseguir atravessar a escotilha da Voskhod 2.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Mais de 500 quilômetros acima da Terra , em março de 1965, o cosmonauta Alexei Leonov enfrentou uma emergência que poderia ter impedido seu retorno à nave durante a primeira caminhada espacial realizada por um ser humano.
O traje pressurizado se expandiu no vácuo, ficou rígido e volumoso e dificultou sua entrada na pequena eclusa da Voskhod 2. Para voltar à cápsula, o cosmonauta precisou diminuir deliberadamente a pressão dentro do escafandro, assumindo o risco de sofrer uma descompressão.
A missão Voskhod 2 foi lançada em 18 de março de 1965, a partir do cosmódromo de Baikonur, então localizado na União Soviética e atualmente em território do Cazaquistão. A bordo estavam Leonov e o cosmonauta Pavel Belyayev.
O objetivo era realizar a primeira atividade extraveicular da história antes que os Estados Unidos alcançassem o mesmo feito. Como a cabine era pequena para uma saída convencional, os soviéticos utilizaram uma eclusa inflável chamada Volga.
Leonov entrou no compartimento, aguardou a equalização da pressão e abriu a escotilha. Pouco depois, tornou-se o primeiro ser humano a deixar uma nave espacial e permanecer diretamente exposto ao vácuo.
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O traje Berkut precisava permanecer pressurizado para proteger o corpo do cosmonauta. O problema surgiu porque, no espaço, praticamente não existe pressão atmosférica externa para conter essa pressão interna.
Com isso, o material do traje se expandiu e as articulações ficaram muito rígidas. Leonov passou a enfrentar dificuldades para movimentar o corpo e executar tarefas que haviam sido previstas durante os treinamentos.
A diferença extrema de pressão entre o interior do traje e o ambiente espacial transformou a roupa em uma barreira rígida e difícil de controlar.
Quando chegou o momento de retornar, o traje havia aumentado tanto de volume e rigidez que Leonov percebeu que não conseguiria simplesmente atravessar a eclusa na posição planejada.
A situação era especialmente perigosa porque ele estava conectado à nave por um cabo de segurança, tinha oxigênio limitado e precisava concluir a operação antes que seus recursos se esgotassem.
Além disso, não havia outra pessoa do lado de fora para ajudá-lo. A saída encontrada pelo cosmonauta foi reduzir a pressão interna do próprio traje.
Leonov diminuiu a pressão dentro do escafandro para reduzir seu volume e recuperar parte da mobilidade. A decisão aumentava o risco de problemas relacionados à descompressão, mas era necessária para que ele pudesse recuperar o controle do corpo e atravessar a eclusa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.