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16 múmias e um cachorro são achados em tumba egípcia de mais de 2.000 anos

UOL Notícias ·
16 múmias e um cachorro são achados em tumba egípcia de mais de 2.000 anos

Dezesseis múmias humanas e um cachorro mumificado foram encontrados em uma câmara funerária no Egito.

Pesquisa revelou como costumes de sepultamento evoluíram ao longo de mais de 300 anos . Analisado por arqueólogos espanhóis da Universidade de La Laguna e publicado no jornal científico Frontiers in Environmental Archaeology , o estudo mostrou uma transição de sepultamentos individuais em caixões para depósitos acumulados e sem caixões.

Equipe analisou restos mortais e artefatos encontrados na câmara três da Tumba Tebana 209 (TT 209), localizada na Necrópole Tebana, perto de Luxor (antiga Tebas), grande local de enterros do Egito Antigo . A câmara funerária foi reutilizada continuamente ao longo de três séculos, da 25ª Dinastia Egípcia (entre 754 e 656 a.C.) ao Período Ptolomaico (305 e 30 a.C.).

16 múmias bem preservadas e o corpo mumificado de um cachorro estão entre os achados mais notáveis . O animal foi encontrado repousando sobre os restos de um homem e de uma mulher, o que, segundo os pesquisadores, sugerem que ele pode ter tido um significado afetivo ou ter atuado como um guia ritualístico para o mundo dos mortos.

Cientistas analisaram a posição dos corpos e as camadas do solo para recriar a história . A equipe estudou os detalhes de como as múmias foram acomodadas e as marcas deixadas no chão da câmara para determinar a ordem em que cada pessoa foi sepultada e como o espaço foi reorganizado ao longo de 300 anos.

O estudo detalhado dos corpos indica que não houve acúmulo caótico nem perda do ritual original ao longo do tempo. Em vez disso, havia uma lógica espacial em que cada novo sepultamento se adaptava à presença dos corpos anteriores — uma espécie de memória funerária no processo de reutilização Jared Carballo-Pérez, pesquisador da Universidade de La Laguna e primeiro autor do estudo

Primeiros sepultamentos na câmara eram de indivíduos de alto status social . Eles eram depositados em caixões de madeira decorados, acompanhados de redes de miçangas funerárias, amuletos e cerâmicas importadas.

Práticas mudaram drasticamente nas fases posteriores . Os mortos passaram a ser depositados sem caixões, sendo empilhados cuidadosamente uns sobre os outros para otimizar o espaço reduzido da câmara. Apesar da ausência de sarcófagos, os corpos ainda passavam por processos rigorosos de mumificação e enfaixamento (etapa da mumificação em que o corpo era enrolado em tiras de tecido de linho para proteção física e ritual).

Tratamento dado aos mortos permaneceu respeitoso mesmo diante de superlotação, episódios de inundações e saques parciais . Segundo a pesquisa, os novos corpos eram acomodados com ajustes precisos na posição de braços e membros para não perturbar excessivamente os sepultamentos anteriores.

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