PIB do 2º trimestre vai confirmar desaceleração econômica do Brasil
O dado oficial de crescimento econômico do Brasil será divulgado na manhã desta terça-feira (1º) e deve confirmar a perda de fôlego da atividade econômica nacional no segundo trimestre.
Divulgação do PIB ocorre amanhã, às 9h. Os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) serão conhecidos em meio à expectativa de desaceleração da soma de todos os bens e serviços finais produzidos no Brasil. No primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto cresceu 1,8% na comparação anual e 1,1% ante os últimos três meses de 2025.
Projeções apontam para avanço trimestral abaixo de 0,5%. Se confirmado, o crescimento será bem inferior ao observado no primeiro trimestre, quando a economia avançou 1,1% em relação aos três meses anteriores. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta projetada é de 1,8%. Caso se confirme, será o quarto trimestre consecutivo com crescimento de 1,8% nessa base de comparação.
Prévias apontam para a perda de força da atividade. O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado um termômetro do desempenho da economia, avançou apenas 0,18% no segundo trimestre. No Monitor do PIB-FGV (Fundação Getulio Vargas), o crescimento estimado foi um pouco maior, de 0,3%.
Apenas o consumo não desacelerou no trimestre, mantendo o ritmo de crescimento do início do ano. Juliana Trece, coordenadora do Monitor do PIB
Mercado reduziu novamente a expectativa de crescimento para 2026. No Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central, a projeção para a expansão do PIB neste ano caiu de 1,95% para 1,92%, na segunda redução semanal consecutiva. Para 2027, a estimativa permaneceu em 1,5%.
Juros altos devem continuar freando a economia nos próximos trimestres. A inadimplência elevada, a restrição de acesso ao crédito e o patamar dos juros são citados entre os fatores que limitam a atividade. "Para interromper a sequência esperada de desaceleração, será necessário ir além de estímulos pontuais à demanda", diz Roberto Luis Troster, coordenador do Cefeb/Fipe (Centro de Estudos do Endividamento das Empresas Brasileiras).
A combinação mais promissora [para estimular o crescimento] é um ajuste fiscal crível, com preservação do investimento público de alta qualidade, melhora da composição do gasto e condições para queda sustentável dos juros. Roberto Luis Troster
O aperto monetário deve continuar retirando força do investimento, do crédito e do consumo financiado, com impacto relevante sobre o crescimento nos próximos trimestres. Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos
Setor de serviços deve avançar em menor ritmo. A expectativa de perda de força do maior segmento da economia é influenciada, entre outros fatores, pelo desempenho mais fraco das atividades de transportes na comparação com o segundo trimestre do ano passado. Por outro lado, os serviços prestados às famílias devem manter o crescimento anual.
Indústria deve ser um dos sustentáculos do crescimento no segundo trimestre. As projeções indicam que o setor terá contribuição positiva sob a ótica da oferta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.