Rússia: no último dia das eleições legislativas, Moscou é alvo de centenas de drones
As autoridades russas informaram que pelo menos duas pessoas morreram em ataques de drones contra Moscou e sua região neste domingo (20), último dia das eleições legislativas. O pleito, destinado a renovar as 450 cadeiras da Câmara Baixa do Parlamento, a Duma Estatal, é o primeiro realizado desde a invasão da Ucrânia.
Em uma terceira localidade atingida, 400 pessoas foram retiradas após um incêndio provocado pela queda de um drone sobre um prédio, de acordo com a mesma fonte.
Ele não especificou a origem dos aparelhos, mas os ataques ocorrem em um momento em que a Ucrânia intensificou, nos últimos meses, sua ofensiva em profundidade contra o território russo, em represália aos bombardeios que sofre. Os alvos têm sido especialmente infraestruturas de energia e logística.
"Uma instalação nas dependências da refinaria de petróleo de Moscou foi danificada", acrescentou Sobyanin, informando que não houve registro imediato de vítimas e que equipes de emergência já estavam no local. A importante refinaria já havia sido alvo de ataques ucranianos nos últimos meses.
Os novos bombardeios ocorrem no terceiro e último dia das eleições legislativas na Rússia . O pleito deve resultar na vitória do partido do presidente Vladimir Putin, o Rússia Unida. Embora a vitória da legenda governista seja considerada certa, analistas acompanham atentamente a taxa de participação e o desempenho dos demais partidos para avaliar o estado de espírito da população russa, que enfrenta sanções econômicas ocidentais, ataques ucranianos frequentes, escassez de combustível e restrições ao funcionamento da internet em diversas regiões.
Além do Rússia Unida, apenas legendas que apoiam, em diferentes graus, Vladimir Putin e a continuidade da guerra na Ucrânia foram autorizadas a disputar a eleição. Entre elas estão os comunistas do KPRF, os nacionalistas do LDPR, os conservadores do Rússia Justa e os liberais do Novas Pessoas.
Totalmente excluída do pleito, a oposição exilada convocou todos os "russos contrários à guerra" a votar contra o partido de Vladimir Putin neste domingo, ao meio-dia, para demonstrar sua força numérica.
Os ataques também ocorrem apesar das declarações de Donald Trump, que afirmou que Ucrânia e Rússia haviam se comprometido a interromper os ataques contra infraestruturas energéticas uma da outra.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Ucrânia estava pronta para adotar "medidas de desescalada" caso a Rússia fizesse o mesmo, enquanto o Kremlin classificou a proposta como uma "boa ideia". Zelensky planeja se reunir com Trump na próxima semana, em Nova York, e disse esperar a retomada das negociações diretas após as eleições legislativas russas.
A votação, iniciada na manhã de sexta-feira (18), prossegue até o fim da tarde deste domingo. Os primeiros resultados são esperados logo em seguida.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rfi.fr — o conteúdo pertence a RFI Brasil.