MP investiga rompimentos de adutoras e cobra explicações sobre falhas recorrentes em Manaus
Vazamento em tubulação: sistema deve estar totalmente normalizado até sexta-feira (17) O Ministério Público do Amazonas (MPAM) abriu uma investigação para apurar os rompimentos de adutoras registrados na Zona Oeste de Manaus, que causaram alagamentos, interdições de vias e afetaram o abastecimento de água em diferentes regiões da capital.
O inquérito foi instaurado após os dois vazamentos ocorridos na quarta-feira (16), na Avenida Coronel Teixeira e na rua Guanapuri (Ipase), no bairro Compensa.
Segundo o MPAM, a investigação busca esclarecer as causas dos rompimentos, entender por que esse tipo de ocorrência tem se repetido na mesma região e verificar se as medidas adotadas anteriormente foram suficientes para evitar novos problemas.
Os dois vazamentos provocaram transtornos no trânsito e interrupções no fornecimento de água em bairros das zonas Oeste, Norte e Centro-Sul de Manaus.
De acordo com informações preliminares citadas pelo Ministério Público, cerca de 157 localidades podem ter sido afetadas, mas o número exato de consumidores atingidos ainda será informado pela concessionária Águas de Manaus e pela Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman). 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A investigação será conduzida pela 52ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Prodecon).
Segundo o promotor Lincoln Alencar de Queiroz, a Promotoria já acompanhou outros casos de rompimentos de tubulações de grande porte na região da Avenida Coronel Teixeira.
Agora, os documentos produzidos em investigações anteriores serão comparados com os dados dos episódios mais recentes.
"Não basta saber se o vazamento foi contido e o abastecimento restabelecido.
É necessário compreender por que os rompimentos se repetem, se as causas identificadas anteriormente foram efetivamente corrigidas e quais medidas estruturais serão adotadas para evitar novos episódios, inclusive com risco à segurança das pessoas, ao patrimônio e à continuidade de um serviço essencial", destacou o promotor Lincoln Queiroz.
Concessionária e Ageman terão que prestar informações O Ministério Público solicitou à Águas de Manaus um relatório detalhado sobre cada rompimento registrado na quarta (16), incluindo as causas preliminares das falhas, as características das tubulações atingidas, os serviços executados e os danos causados.
A concessionária também deverá informar o histórico de rompimentos na região, os investimentos realizados na rede, o estado de conservação das tubulações e as medidas adotadas para evitar novas ocorrências.
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