Rebobine: VHS, câmeras com filme e vitrolas ganham vida outra vez
Rua República do Líbano 44, centro do Rio.
Um corredor estreito é cercado por pilhas e mais pilhas de aparelhos de áudio e vídeo dos mais variados tipos.
No fim da loja, atrás do balcão, uma dupla se reveza diante de máquinas abertas, agulhas, cápsulas, fios e peças que já desapareceram das vitrines das grandes lojas.
É ali que Jonas Polônio, de 61 anos, e Alex Alves, de 43, passam os dias fazendo o tempo andar para trás: dão vida nova a vitrolas, aparelhos de DVD e videocassetes que, em muitos casos, ficaram décadas esquecidos dentro de casa.
Trabalho não falta.
A procura cresceu tanto que os técnicos já avisam aos clientes que a espera pode passar de um mês.
É sinal de um movimento que vai além daquela oficina: no Rio, aparelhos e mídias físicas que pareciam condenados às caixas e aos armários ganham nova vida entre diferentes gerações.
Do vinil à fotografia analógica e às fitas VHS. — Não damos conta.
Trabalhamos até a noite, mas não dá tempo.
Estamos pegando serviço, mas já avisamos que vai demorar — diz Jonas.
Ressuscitar um desses aparelhos custa, em geral, de R$ 250 a R$ 500.
Os insumos, no entanto, podem encarecer a brincadeira.
Dependendo do modelo, só a agulha pode sair por algo entre R$ 80 e R$ 1 mil.
Encontrar componentes também exige garimpo: segundo os técnicos, as peças ainda existem, mas muitas precisam ser buscadas na internet.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.