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MVNOs: copo meio cheio ou meio vazio?

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MVNOs: copo meio cheio ou meio vazio?

O futuro do mercado de operadoras móveis virtuais (MVNOs, na sigla em inglês) no Brasil é promissor ou desafiador? Dependendo de quem é perguntado, a resposta varia bastante. No passado recente, houve novidades animadoras, como a chegada de players internacionais focados em IoT, o lançamento da NuCel e o advento de tecnologias disruptivas que impactam positivamente o setor, como eSIM e NTN. Mas também houve baldes de água fria, como a exclusão das MVNOs do Plano Geral de Metas de Competição (PGMC). Para entender se o copo, afinal, está meio cheio ou meio vazio, o Mobile Time conversou nesta semana com oito fontes desse ecossistema.

Os resultados apresentados por alguns dos principais atores da área pintam um quadro positivo. A Arqia registrou aumento de 114% em sua base de terminais habilitados nos últimos 12 meses. No mesmo intervalo, a Telecall, por sua vez, teve um crescimento de 90%, alcançando agora 1,8 milhão de conexões. A emnify fechou o ano passado com 100 mil acessos em serviço e espera triplicar neste ano. A Surf, que tem hoje mais de 3 milhões de ativações, prevê crescimento de 40% neste ano e de 50% em 2027. A TIP está próxima de ter mil provedores (ISPs) com serviços móveis em sua infraestrutura, somando 300 mil conexões em operação, e expectativa de chegar ao fim deste ano com 1,2 mil ISPs e 350 mil assinaturas.

Os números do segmento como um todo também são bons. De acordo com dados levantados pela Teleco , entre julho de 2025 e julho de 2026, a base de telefonia móvel em serviço vinculada a operadoras virtuais autorizadas e credenciadas no Brasil cresceu 58,3%, passando de 9 milhões de acessos para 14,3 milhões e respondendo por 5,1% do total nacional.

Diante disso, onde está o problema? Boa parte desse crescimento aconteceu durante a fase em que o setor foi fomentado pela Anatel com a exigência de as três grandes teles terem ofertas de referência de produto de atacado (ORPAs) para a contratação de capacidade em suas redes e de roaming — remédios aplicados para equilibrar a concorrência após adquirirem a Oi. Havia expectativa de que isso fosse incluído no novo PGMC, mas as operadoras virtuais acabaram ficando de fora.

A negociação com as detentoras de rede (MNOs) não é fácil. A relação de poder é desequilibrada, e as MVNOs se queixam de condições contratuais que dificultam a sua atuação, além de margens baixas. Tais obstáculos levaram a alguns fracassos na história desse nicho ao longo da última década, com a desistência de muitas marcas.

Para benefício da compreensão, vale dividir a análise que se segue em duas partes: uma com foco nas companhias que ofertam planos de voz e dados para o consumidor final e outra naquelas que atendem ao ecossistema corporativo com soluções de internet das coisas (IoT), pois seus desafios e perspectivas são diferentes.

Dois fenômenos recentes favoreceram o desenvolvimento do segmento para pessoas físicas. O primeiro é o efeito NuCel. O lançamento da operadora virtual do Nubank chacoalhou o ambiente de negócios. Em apenas um ano e cinco meses de vida, a marca alcançou 1 milhão de usuários .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.mobiletime.com.br — o conteúdo pertence a Mobile Time.

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