Relatório revela impactos na saúde mental da tripulação do Abraham Lincoln
Oito militares da Marinha dos Estados Unidos designados ao grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln tentaram suicídio durante um período que incluiu operações de combate contra o Irã e no qual o porta-aviões estabeleceu um recorde moderno de tempo no mar, de acordo com uma carta do secretário interino da Marinha obtida pela CNN .
O secretário interino da Marinha, Hung Cao, revelou o número — que não havia sido divulgado anteriormente e abrange militares de vários navios que operam juntos, incluindo o porta-aviões — em respostas escritas a perguntas feitas pela senadora Kirsten Gillibrand sobre o moral e a saúde mental da tripulação do USS Abraham Lincoln.
Cao afirmou que nenhum militar morreu por suicídio durante o desdobramento.
A taxa de tentativas de suicídio entre os marinheiros do grupo de ataque do Lincoln foi aproximadamente consistente com a registrada em toda a Marinha dos EUA na ativa em 2024, o ano mais recente para o qual o Pentágono divulgou dados sobre suicídios.
Naquele ano, a Marinha registrou 356 tentativas de suicídio entre cerca de 337 mil militares da ativa.
Leia Mais Almirante afirma que USS Abraham Lincoln tem baixa incidência de problemas Como é o porta-aviões USS Abraham Lincoln onde marinheiros vivem crise Governo Trump troca porta-aviões da guerra em meio à crise com marinheiros “Desde o início do desdobramento do Lincoln, houve um total de oito tentativas de suicídio em todo o grupo de ataque”, escreveu Cao a Gillibrand, democrata e integrante do Comitê de Serviços Armados do Senado, em carta datada de terça-feira.
“Esse número inclui a tripulação do Lincoln e marinheiros da ala aérea do porta-aviões, da equipe do grupo de ataque e do esquadrão de destróieres, dos destróieres de escolta e de todos os esquadrões de aviação embarcados.” Entre 6 mil e 7 mil marinheiros da Marinha dos EUA foram desdobrados como parte do grupo de ataque do Lincoln, formado por aproximadamente meia dúzia de navios.
O porta-aviões permaneceu fora do porto por mais de seis meses enquanto conduzia um alto ritmo de operações de combate contra o Irã.
“Oito tentativas de suicídio é um número incrivelmente alto”, disse um oficial militar dos EUA à CNN , observando que desdobramentos recentes de grupos de ataque de porta-aviões registraram uma ou duas por ano.
“A pressão das operações de combate é muito maior do que a de desdobramentos normais.
Sem escalas em portos, alertas constantes, etc.” A Marinha não respondeu, antes da publicação, a um pedido de comentário sobre a carta.
“O que Trump e o secretário Hegseth descartaram como ‘fake news’ revelou-se como condições sérias e deteriorantes para nossos militares”, disse Gillibrand em uma declaração à CNN na quarta-feira (23).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.