Estátua de 11 metros do Diabo: MP e Polícia Civil apuram denúncia de intolerância religiosa cometida por prefeito
Estátua de 11 metros em homenagem ao Diabo é construída no Ceará A construção de uma estátua de 11 metros do Diabo em um templo de quimbanda no Ceará tem gerado conflitos, com diferentes versões.
De um lado, o prefeito de São Gonçalo do Amarante, Marcelo Ferreira Teles, conhecido como Professor Marcelão (PT), que alegou ter embargado a obra.
Do outro, a feiticeira responsável pelo templo, Mãe Rainha das Trevas, que denunciou o gestor por intolerância religiosa.
Em nota, a Polícia Civil informou que investiga uma denúncia de crime contra o sentimento religioso, registrada nesta terça-feira (17), no município de São Gonçalo do Amarante.
Já o Ministério Público do Ceará informou que a 2ª Promotoria de Justiça de São Gonçalo do Amarante abriu procedimento para apurar denúncia de possível intolerância religiosa contra a responsável pela construção da estátua.
O g1 procurou o prefeito Professor Marcelão e a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante para comentar a denúncia, mas não houve resposta até a publicação desta matéria.
Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp A denúncia surgiu após publicações feitas pelo prefeito onde ele se posicionou contrário à estátua.
No último sábado (15), Marcelão publicou um vídeo após a 1ª Caminhada com Maria do município.
Na postagem, ele disse que a obra não foi autorizada pela prefeitura e falou sobre um abaixo-assinado organizado por líderes cristãos do município — e que ele próprio teria assinado.
“Os cristãos de São Gonçalo, padres, evangélicos, pastores, neste momento estão assinando um abaixo-assinado, na iniciativa tanto dos padres como dos pastores de São Gonçalo do Amarante, e eles irão encaminhar ao Ministério Público, à Justiça, para que possa fazer com que essa estátua seja retirada [...] Então, na graça de Deus, eu assinei também um abaixo-assinado da retirada dessa estátua”, disse o prefeito, no vídeo publicado nas redes sociais.
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Carlos Marlon/TVM No boletim de ocorrência, Mãe Rainha das Trevas argumentou que o prefeito, "na qualidade de agente público, não deveria utilizar-se de tais discursos, tendo em vista que o Estado brasileiro é laico".
Ela sustentou, nas denúncias ao MP e à Polícia Civil, que os comportamentos do prefeito Marcelão, especialmente nas redes sociais, incitam o ódio e preconceito religioso.
A feiticeira acredita que o gestor municipal está se valendo da situação para promoção política própria.
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