Lula defende a criação do Ministério da Segurança Pública e diz: 'Não vamos matar 100 ou 200, vamos prender'
Lula defende a criação Ministério da Segurança Pública O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defendeu neste sábado (22) a criação de um Ministério da Segurança Pública e afirmou que pretende ampliar a atuação do governo federal no combate ao crime organizado.
A declaração foi feita durante um evento no estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
Lula disse que a estratégia será retirar criminosos dos territórios sem promover operações que, segundo ele, tenham como resultado um grande número de morte. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça "Não vamos fazer carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200, vamos prender", afirmou o presidente.
Em seguida, disse que pretende "devolver o território ao povo brasileiro".
O presidente falou por cerca de 40 minutos e participou do evento ao lado de Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Rio de Janeiro, e dos candidatos ao Senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD).
Ao falar sobre segurança pública, Lula citou uma proposta de emenda à Constituição enviada pelo governo ao Congresso.
Segundo Lula, caso a medida seja aprovada, será possível criar o Ministério da Segurança Pública.
Ele também afirmou que pretende fortalecer a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal e recuperar áreas ocupadas pelo crime organizado.
"Quero olhar na cara do povo e dizer: vamos tirar o bandido do território de vocês e vamos devolver o território ao povo brasileiro", afirmou.
Segundo Lula, um preso em uma unidade de segurança máxima custa R$ 40 mil por ano, enquanto o custo em uma cadeia comum de São Paulo seria de R$ 35 mil.
"O tal do Fernandinho Beira-Mar custa o dobro do que formar uma menina médica ou um menino engenheiro", afirmou, em referência ao traficante Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar.
A educação foi outro dos principais temas do discurso.
Lula prometeu ampliar o ensino em tempo integral para todas as escolas públicas do país e continuar a expansão dos institutos federais, além de citar programas como Prouni e Fies.
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