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Economia

Verde vê exterior “mais inóspito” e alerta para “rachaduras” no risco global

InfoMoney ·
Verde vê exterior “mais inóspito” e alerta para “rachaduras” no risco global

Os juros longos americanos sobem desde março sem abalar os grandes índices de ações, mas a Verde Asset Management já vê sinais de desgaste no mercado global.

A avaliação está na carta mensal mais recente da gestora de Luis Stuhlberger, que descreve um cenário externo mais “inóspito”.

“Começamos a ver algumas rachaduras na fachada do complexo de risco global.

A principal dúvida hoje é qual o nível de taxa que provocará uma maior aversão ao risco”, escreve a casa.

Leia também Títulos do Tesouro disparam até 13% em uma semana e batem Ibovespa Valorização vem do forte recuo das taxas, que é maior nos prefixados; comparação com a Bolsa, porém, só vale ao olhar para ganhos brutos O principal termômetro são os Treasuries.

A taxa do título americano de dez anos acumula alta de 130 pontos-base desde março, sendo 54 pontos apenas em setembro, avanço que a Verde considera bastante significativo o “preço mais importante do mundo”.

O movimento se repete em todos os mercados desenvolvidos e começa a reverberar sobre os demais ativos.

Segundo a gestora, o que tem segurado as bolsas até aqui é o crescimento de lucros ainda muito robusto.

A pressão não arrefeceu em outubro.

Nesta semana, o rendimento do Treasury de dez anos voltou a superar 5,2%, e o título de 30 anos passou de 5,6%, maior nível desde 2002.

A ata da última reunião do Fed indicou que os dirigentes esperam promover nova alta antes do fim do ano, e a próxima decisão está marcada para 28 de outubro.

A Verde aponta quatro explicações para a escalada das taxas longas, cada uma com sua parcela de responsabilidade.

A primeira é a alta do petróleo e derivados com os conflitos entre EUA e Irã e entre Ucrânia e Rússia, seguida do populismo fiscal generalizado nas economias desenvolvidas.

A terceira é a política monetária mais apertada, com o Federal Reserve elevando os juros em 0,25 ponto em setembro e adotando discurso duro sobre o ciclo de aperto, enquanto a quarta é a demanda sem precedentes por capital para financiar os investimentos em inteligência artificial.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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