Para CEO da Palantir, só técnicos e ‘neurodivergentes’ têm futuro da era da IA
Da Geração Z aos baby boomers , trabalhadores de todos os setores estão em busca de maneiras de blindar suas carreiras, enquanto a inteligência artificial ameaça revolucionar o mercado de trabalho.
Alex Karp, CEO da Palantir, oferece uma visão direta e implacável sobre quem sairá na frente.
“Basicamente, existem duas maneiras de saber que você tem futuro”, disse o bilionário de 59 anos à TBPN em março.
“Uma: você tem alguma formação técnica.
Ou duas: você é neurodivergente.” A primeira categoria de Karp reflete um consenso crescente: profissionais de ofícios especializados — de eletricistas a encanadores — são difíceis de automatizar e estão cada vez mais demandados, à medida que as grandes empresas de tecnologia constroem imensos data centers e os EUA enfrentam uma escassez de mão de obra.
Leia mais: Palantir tem trimestre “de outro mundo”, eleva projeções e ação dispara 9% A segunda categoria é mais pessoal.
Karp há muito fala sobre viver com dislexia, o distúrbio de aprendizagem que pode afetar a leitura, a escrita e o processamento de informações.
De forma mais ampla, a neurodivergência pode incluir condições como TDAH e autismo.
Para Karp, essa diferença cognitiva pode ser uma vantagem em um mundo movido por IA — menos pelo diagnóstico em si e mais pela mentalidade que pode estimular.
O sucesso, argumentou, favorecerá quem pensa de forma diferente e assume riscos, ou, em suas palavras, quem é “mais artista, enxerga as coisas de uma perspectiva diferente, é capaz de construir algo único”.
Espera-se que um quinto das organizações de vendas entre as empresas da Fortune 500 recrute ativamente talentos neurodivergentes para melhorar o desempenho dos negócios até 2027, segundo um estudo da Gartner.
Enquanto Alex Karp alerta que a IA vai acabar com empregos, a Palantir aposta em talentos neurodivergentes e recém-formados no ensino médio Embora ser neurodivergente não seja um requisito para conseguir um emprego na Palantir, a empresa deixou claro que enxerga esses candidatos como uma vantagem estratégica.
Ela oferece uma “Bolsa para Neurodivergentes” ( Neurodivergent Fellowship ), voltada para recrutar talentos que podem pensar de forma diferente dos contratados tradicionais.
“Indivíduos neurodivergentes terão um papel desproporcional na construção do futuro da América e do Ocidente”, dizia a descrição da vaga.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.