Baiana que enfrentou câncer de mama transformou experiência em tratamento para saúde íntima de mulheres
Baiana pesquisa tratamento com LED para saúde íntima de mulheres com câncer de mama Enfrentar um câncer de mama fez a fisioterapeuta e pesquisadora baiana Patrícia Lordêlo, de 49 anos, direcionar seus estudos para um problema ainda pouco discutido entre mulheres que passam pelo tratamento oncológico: os impactos da quimioterapia na saúde íntima.
Após sentir dores intensas e lesões na região genital durante o próprio tratamento, ela decidiu ampliar uma pesquisa com LED azul para investigar formas de aliviar os sintomas.
A tecnologia já era estudada pela cientista antes do diagnóstico, recebido em outubro de 2024, quando tinha 47 anos.
No entanto, foi durante a quimioterapia que Patrícia percebeu que as alterações genitais não surgiam apenas após o tratamento, como vinha sendo investigado por sua equipe, mas também durante a administração dos medicamentos. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia A partir dessa experiência, a pesquisadora desenvolveu uma nova versão do equipamento, voltada ao uso domiciliar.
Fisioterapeuta baiana que teve câncer de mama pesquisa tratamento com LED para saúde íntima de mulheres Rafaela Paixão/g1 O projeto recebeu apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em agosto de 2026, e pretende comparar os resultados da aplicação em casa com os do tratamento realizado em ambulatório.
Em entrevista ao g1, Patrícia contou que a pesquisa nasceu de uma dificuldade que enfrentou durante a doença: sair de casa para receber atendimento nos dias seguintes às sessões de quimioterapia.
“A maior dificuldade para mim era sair para fazer o tratamento.
Eu sentia dores, era muito desconfortável.
O pós-quimio é bem difícil.
Nos primeiros cinco dias é o momento em que a gente se debilita mais".
A trajetória pessoal e científica também se transformou no livro “Inteira: Uma história real de corpo, intimidade, ciência, espiritualidade e reconstrução”, que será lançado neste domingo (18), durante o Outubro Rosa, no Gabinete Português de Leitura de Salvador.
A autobiografia tem prefácio da atriz Regina Casé, que se aproximou da pesquisadora durante o tratamento contra o câncer e participará do lançamento.
Patrícia conta que Regina teve um papel importante em sua recuperação emocional, especialmente por ajudá-la a retomar a identidade profissional durante um período em que a doença ocupava grande parte de sua rotina.
“Ela me ajudou a voltar a me enxergar nesse lugar de profissional, porque eu estava num lugar muito de paciente".
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