Augusto Lima criou carteiras fraudulentas repassadas pelo Master ao BRB, diz PF
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A PF (Polícia Federal) atribui a Augusto Lima, ex-sócio do Master, a elaboração de carteiras fraudulentas repassadas pelo Master ao BRB, banco do governo do Distrito Federal . Segundo a PF, o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em CCBs (Cédulas de Crédito Bancário) consideradas falsas.
Uma auditoria citada na petição estimou em pelo menos R$ 5 bilhões o prejuízo ao banco público pelas compras desses ativos. Essas informações se tornaram públicas após a retirada do sigilo de documentos do caso Master na quinta-feira (10).
O documento também identifica pagamentos milionários do Master à Terra Firme, empresa controlada por Lima, que, na avaliação da PF, coincidiram com momentos em que ele atuava junto ao BRB para liberar recursos ao banco de Daniel Vorcaro .
Inúmeras reproduções de mensagens, registradas nos documentos, mostram a participação do empresário nas negociações entre Master e BRB.
Lima foi preso em novembro dentro da Operação Compliance Zero, com Vorcaro e outros executivos das instituições por suspeita de envolvimento nas fraudes de carteiras. Solto 11 dias depois, passou a usar tornozeleira eletrônica.
O empresário é conhecido como o criador do Credcesta, um cartão de benefício consignado , com desconto das parcelas do empréstimo na folha de pagamento. Lançado para servidores públicos da Bahia em 2018, foi disseminado pelo Master, chegando a 24 estados e 176 municípios.
As carteiras transferidas para o BRB com suspeita de fraude eram originadas de operações com crédito consignado. Elas foram adquiridas pelo Master da consultoria Tirreno, criada em dezembro de 2024 e que prestou serviços ao banco de Vorcaro de janeiro a junho de 2025. Antes, parte desses consignados haviam sido firmados por meio de associações de servidores públicos da Bahia . Mais tarde, identificou-se que elas tinham relação com Lima.
A petição da PF amplia a relação do empresário com essas operações ao destacar textualmente que as carteiras, a partir de janeiro de 2025, "aparentemente, passaram a ser elaboradas pelo próprio Augusto Lima".
Para reforçar o protagonismo de Lima, o documento cita que ele e Henrique Peretto, apontado como controlador e dono da Tirreno, trocaram mensagens para participarem juntos de uma reunião com o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa , em 28 de maio de 2025.
Outro indicativo do papel de Lima, segundo a PF, são os conteúdos de mensagens enviadas por Vorcaro.
Os investigadores afirmam que Vorcaro recorreria pessoalmente a Lima para conseguir recursos no BRB. A representação cita textualmente que o ex-banqueiro preso recorria a Lima para que ele interviesse para que o banco público fizesse pagamentos ao Master.
A PF também identificou e considerou suspeitos repasses do Master para a Terra Firme, empresa do conglomerado que pertence a Lima. Os repasses eram formalmente justificados como pagamento por serviços, mas, segundo a PF, podem indicar desvio de recursos da instituição.
Reportagem da Folha já mostrou que a Terra Firme da Bahia recebeu R$ 186 milhões do Master entre 2022 e 2025, e uma filial, outros quase R$ 74 milhões.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.