Bolsa aciona circuit breaker após vitória de Lula; mercado apostava em Flávio Bolsonaro
A Bolsa de Valores brasileira acionou o circuit breaker às 9h57 desta segunda-feira (26) , interrompendo as negociações por 30 minutos diante de uma queda de pelo menos 10% projetada para o Ibovespa.
A paralisação ocorreu no primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que derrotou Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
É a primeira vez que o mecanismo de emergência é acionado desde março de 2020, quando os mercados foram atingidos pelo início da pandemia de Covid-19.
A suspensão foi determinada ainda durante o leilão de abertura, antes do início das negociações contínuas.
O movimento ocorreu após semanas de valorização das ações brasileiras, impulsionada em parte pelas apostas de investidores na vitória de Flávio Bolsonaro.
Com a confirmação da reeleição de Lula para um quarto mandato , operadores passaram a desfazer posições montadas para um resultado eleitoral diferente.
O nervosismo também atingiu o câmbio e os juros.
O dólar comercial chegou a R$ 5,60 na manhã desta segunda-feira, uma valorização superior a 12% em relação ao fechamento de sexta-feira (23).
No mercado americano, o EWZ, fundo que reúne ações brasileiras negociadas em Nova York, registrou perdas superiores a 25% no pré-mercado.
Circuit breaker: B3 amplia limites diante da turbulência Antes mesmo da abertura do mercado de ações, a B3 já havia adotado medidas excepcionais para permitir oscilações mais amplas nos contratos futuros.
Inicialmente, o limite de queda dos futuros do Ibovespa passou de 10% para 15%, enquanto o teto de valorização dos contratos futuros de dólar foi elevado de 6% para 8,4%.
Com o agravamento da volatilidade, a Bolsa anunciou uma segunda ampliação.
O limite inferior dos contratos futuros do Ibovespa chegou a 20%, enquanto os contratos futuros de dólar passaram a admitir altas de até 12% durante o pregão desta segunda-feira.
As alterações foram divulgadas oficialmente pela B3 e têm validade excepcional para a sessão de 26 de outubro.
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