Cuba após seis meses de bloqueio energético: crise e o caminho para recuperação
Por mais de seis décadas, os Estados Unidos têm tentado fazer o povo cubano pagar por sua decisão de trilhar um caminho independente e socialista. A fase mais recente dessa guerra econômica tem como alvo a artéria mais vulnerável da ilha: seu fornecimento de energia. Seis meses após Washington intensificar a pressão sobre os países e empresas que fornecem petróleo a Cuba, a política não produziu democracia nem melhorou a vida dos cubanos comuns. Ela resultou em casas mais escuras, ônibus paralisados, hospitais com funcionamento interrompido e maior dificuldade no transporte de alimentos do campo para as cidades.
A tarefa imediata é evitar um desastre humanitário. A tarefa mais ampla é substituir a coerção pela cooperação soberana e ajudar Cuba a construir um sistema energético que não possa ser novamente estrangulado por uma potência estrangeira.
Em 29 de janeiro de 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump , emitiu uma ordem executiva estabelecendo um mecanismo para tarifas adicionais sobre produtos de qualquer país que fornecesse petróleo a Cuba, direta ou indiretamente. Washington apresentou a medida como uma defesa da segurança nacional dos EUA. Seu propósito prático era inconfundível: forçar países terceiros a escolher entre uma pequena nação caribenha economicamente fragilizada e o acesso ao enorme mercado americano.
As medidas tarifárias autorizadas por esta e por várias outras ordens de emergência foram encerradas em 20 de fevereiro. No entanto, o estado de emergência declarado permaneceu em vigor, assim como o sistema de sanções mais amplo, as ameaças contra fornecedores e a incerteza em torno dos navios com destino a Cuba. O resultado foi descrito como um bloqueio de petróleo efetivo : não necessariamente uma linha permanente de navios de guerra dos EUA, mas um sistema de pressão secundária capaz de afastar governos, bancos, seguradoras, empresas de navegação e comerciantes do comércio legítimo com Cuba. O golpe atingiu uma economia já sob extrema pressão. Cuba dependia há muito tempo da importação de petróleo, principalmente da Venezuela, enquanto produzia apenas parte de suas necessidades. As entregas venezuelanas diminuíram após o ataque dos EUA àquele país em 3 de janeiro de 2026, o fornecimento mexicano passou a sofrer pressão dos EUA e Cuba não tinha divisas suficientes para comprar combustível em outros lugares. Usinas termelétricas obsoletas, atrasos na manutenção, furacões, inflação e a perda de receita do turismo agravaram os danos.
A escassez de combustível afetou todos os aspectos da vida social. Falhas técnicas na frágil rede elétrica causaram repetidos apagões em toda a ilha. Cortes de energia elétrica paralisaram bombas d’água, enquanto geladeiras pararam de funcionar, estragando alimentos e medicamentos escassos. Famílias foram obrigadas a cozinhar, estudar e dormir sob um calor extremo, sem energia elétrica confiável.
O transporte também ficou paralisado. Menos ônibus circulavam, postos de gasolina fecharam ou racionaram o abastecimento, e os trabalhadores tinham dificuldade para chegar ao trabalho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.