Casal eleva o piso do quintal em 38 centímetros para instalar porcelanato e primeira chuva forte leva água para dentro da casa vizinha
A mudança de nível, o caminho da chuva e o estado da canaleta podem definir qual obra realmente provocou a entrada de água.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Renato e Luciana elevaram o piso do quintal em 38 centímetros para eliminar antigos degraus e instalar porcelanato. Meses depois, a água da primeira chuva forte passou sob a porta da cozinha de Marta, criando uma disputa sobre escoamento da chuva, alteração do terreno e uma canaleta que o casal afirma estar entupida no imóvel vizinho.
Pode, se a obra tiver agravado a forma como a água chega ao imóvel vizinho. O Código Civil determina que o imóvel inferior receba as águas que correm naturalmente do superior, mas sua condição natural e anterior não pode ser agravada por obras realizadas no terreno de cima.
Assim, elevar o piso não é irregular apenas pela medida de 38 centímetros. O ponto relevante é saber se o novo nível, o porcelanato, a inclinação ou a drenagem passaram a lançar volume ou velocidade maiores de água contra a casa de Marta.
Pode. Ao nivelar toda a área e revesti-la, o casal pode ter reduzido pontos de infiltração e modificado o caminho que a água percorria antes. Declividade, ralos, canaletas e saídas precisam ser analisados em conjunto.
Se a água anteriormente permanecia no quintal ou seguia para outro ponto e passou a correr diretamente para a divisa depois da obra, essa mudança ajuda a estabelecer relação entre a reforma e o alagamento.
Fotos anteriores à reforma, projeto, níveis dos dois terrenos e vídeos durante chuvas podem mostrar como o escoamento mudou. Também é útil registrar o ponto exato em que a água atravessa a divisa e entra sob a porta da cozinha.
Uma avaliação técnica pode medir cotas, inclinações e capacidade da drenagem. Comparar os níveis antes e depois ajuda a identificar eventual alteração do fluxo.
Pode influenciar, mas não necessariamente eliminar a responsabilidade. Se a canaleta de Marta estava obstruída e isso foi causa decisiva do alagamento, pode existir participação dela no resultado ou até outra explicação para a entrada de água.
Se a reforma aumentou o volume direcionado à casa vizinha, o entupimento pode ser apenas um fator concorrente. A análise deve identificar a contribuição de cada condição.
Pode haver fundamento se ficar comprovado que a obra agravou o escoamento. O art. 1.289 permite reclamar o desvio de águas artificialmente conduzidas ao imóvel inferior ou indenização pelos prejuízos sofridos, conforme as circunstâncias.
Danos em móveis, pintura, portas ou revestimentos podem ser discutidos quando demonstrados. O conceito de drenagem ajuda a compreender como diferentes soluções conduzem ou removem a água de uma área.
O ponto central é saber se a reforma mudou artificialmente o caminho ou a quantidade de água que chega à propriedade de Marta. Se um laudo confirmar esse agravamento, pode ser necessário corrigir caimentos, instalar novas canaletas ou redirecionar a drenagem.
Se a elevação do piso não tiver relação relevante com o alagamento e a obstrução da canaleta explicar o episódio, o cenário muda.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.