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Política

Favelas viram desafio de R$ 300 bilhões para o mercado de seguros

Poder360 ·
Favelas viram desafio de R$ 300 bilhões para o mercado de seguros

Quando a sobrinha da assistente administrativa Helen de Araújo morreu, a família descobriu que havia uma conta que não podia esperar pelo luto: a do funeral.

Aos 30 anos, moradora da favela de Paraisópolis, em São Paulo, Helen viu parentes se juntarem para pagar o velório e o enterro.

Cada um colocou o que podia: um pouco no cartão, outro tanto em dinheiro.

A morte não trouxe apenas a dor.

Trouxe também uma despesa que precisava ser paga imediatamente.

A experiência marcou Helen.

Três meses antes de conversar com o Poder360 , em setembro, ela contratou um seguro pessoal que, entre outras coberturas, inclui assistência funerária.

H elen não espera ter que usar o seguro.

Mas viveu a dor de enfrentar uma despesa inesperada sem ter dinheiro reservado para isso.

“ As coisas acontecem quando a gente está mais vulnerável e eu não quero ficar à mercê, né? O mundo não espera que a gente tenha dinheiro para que venham tragédias ”, disse.

A história de Helen resume um paradoxo que começa a chamar a atenção do mercado de seguros: para quem tem pouca reserva, eventos graves podem provocar, além da dor, uma grande ruptura financeira .

A proteção, portanto, pode ser mais necessária justamente para quem tem menos margem para absorver um imprevisto.

A favela não está esperando para descobrir o risco.

O risco já faz parte da vida dela.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.

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