MotoGP - Entrevista exclusiva com Diogo Moreira: "Pelo que vimos na Áustria, a Honda pode lutar pelo título em 2027"
A última peça do quebra-cabeças do grid da MotoGP para 2027 envolveu o brasileiro Diogo Moreira , que precisou ficar esperando meses até ter a confirmação de que será promovido à equipe de fábrica da Honda no próximo ano.
O Motorsport.com conversou com o brasileiro de 22 anos sobre a sua temporada de estreia na MotoGP e as expectativas para o futuro.
Pergunta. Pesa mais a felicidade ou o respeito de chegar à equipe oficial da Honda, ao lado de um piloto como Fabio Quartararo?
Resposta. Pesa muito mais a felicidade por tudo o que está por vir. Ainda tenho o resto deste ano e mais dois de contrato, e por isso tenho muita vontade de descobrir o que significa ser piloto de fábrica.
P. A sua performance até ao momento na LCR avaliza a decisão tomada pela Honda. O que você acha que precisa conquistar no ano que vem para considerar 2027 uma temporada de sucesso?
R. A minha mentalidade vai mudar, tanto por estar na equipe oficial como pelo fato de estrear uma moto nova. O primeiro passo será ver onde estamos, mas quero lutar por algo maior. Ainda é cedo para saber se poderemos lutar pelo campeonato, embora tenha claro que os meus objetivos serão ambiciosos.
P. É difícil definir o nível que terá cada moto, mas imagino que vocês tenham uma ideia aproximada. Está tranquilo com a impressão que tem?
R. Se olharmos para os tempos do teste da Áustria, diria que a Honda poderia lutar pelo título. No entanto, não sabemos o que as outras guardaram nem tampouco o que nós guardamos. Até o próximo ano, na Malásia [no teste de pré-temporada], não poderemos tirar conclusões. Ainda assim, creio que temos uma boa base. A Honda está trabalhando muito e dedicou muitas horas e mais recursos ao novo projeto.
R. Será preciso chegar muito bem preparado aos primeiros GPs, porque ter o melhor pacote técnico [no início] pode fazer a diferença no campeonato.
P. Por que acha que essas primeiras corridas podem ser tão determinantes?
R. Porque mudam as motos e também os pneus. Já aconteceu algo parecido na Moto2, quando entraram os pneus Pirelli. Lembro-me de que Ai Ogura e Sergio García voavam nas primeiras corridas e, no fim, Ogura ganhou o campeonato. Creio que na MotoGP possa acontecer algo parecido.
P. Você dá o salto para a equipe oficial ao lado de Quartararo, um campeão do mundo e alguém que é reconhecidamente um dos melhores pilotos do grid. Como você acha que será correr com ele?
R. Creio que o desafio me ajudará a seguir a crescendo, e elevará o nível da equipe. Fabio tem muitíssimo talento e ética de trabalho, além com experiência como campeão do mundo. Podemos fazer uma boa temporada e contribuir para que a Honda continue a crescer.
R. Sim, sei. Eu não tinha pressa. Tenho contrato por mais dois anos, por isso teria ficado contente em qualquer cenário. Eu estava tranquilo porque tinha a sensação de que estava cumprindo meu trabalho, e os resultados estavam chegando. Que me escolhessem era algo bastante lógico, embora faltasse a confirmação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.