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Mieloma múltiplo: novas terapias abrem discussão sobre possível cura da doença

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Mieloma múltiplo: novas terapias abrem discussão sobre possível cura da doença

Quem acompanha pacientes com mieloma múltiplo há mais de duas décadas viu uma das transformações mais importantes da oncohematologia.

Esse câncer da medula óssea , caracterizado por períodos de controle da doença e de recaída, antes era tratado quase exclusivamente com quimioterapia.

Hoje, contamos com terapias capazes de proporcionar respostas profundas, controle prolongado da doença e maior qualidade de vida para pacientes.

Essa mudança é resultado de anos de pesquisa clínica, maior compreensão da fisiopatologia da doença e desenvolvimento de tratamentos que atuam de forma mais precisa nas células do mieloma.

Também conseguimos reestimular o sistema imunológico destes pacientes para ajudar ainda mais no combate ao tumor.

Com essa evolução, podemos discutir a estratégia terapêutica de acordo com a jornada do paciente, tendo a eficácia como principal pilar da decisão, mas considerando aspectos de cada indivíduo com foco em promover qualidade de vida e períodos mais longos de remissão.

Grande parte desse avanço se deve às imunoterapias, como os anticorpos biespecíficos, moléculas desenvolvidas para reconhecer simultaneamente dois alvos: uma proteína presente na superfície das células do mieloma e as células T, responsáveis pela defesa do organismo.

Continua após a publicidade Ao se ligar aos dois alvos, esses anticorpos aproximam as células de defesa das células cancerosas e ativam uma resposta imunológica direcionada, levando à destruição do tumor.

Ou seja, eles funcionam como uma “ponte” entre o sistema imunológico e a célula do câncer, tornando o ataque preciso e potencializando a capacidade do organismo de combater a doença.

É nesse contexto que se insere a recente aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso combinado de imunoterapia (teclistamabe e daratumumabe subcutâneo) em pacientes adultos com mieloma múltiplo recidivado ou refratário que receberam pelo menos uma linha prévia de terapia.

Continua após a publicidade A aprovação foi baseada no estudo MajesTEC-3, que demonstrou que cerca de oito em cada dez pacientes tratados com a combinação permaneceram vivos e sem progressão da doença após três anos de acompanhamento.

A combinação ainda apresentou redução expressiva do risco de progressão da doença ou morte em comparação ao tratamento padrão.

O estudo contou com a participação de pacientes brasileiros, e o Brasil foi o segundo país, depois dos Estados Unidos, a autorizar essa terapia.

Isso prova que podemos contribuir para a geração de evidências que orientam decisões internacionais.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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