Sarampo: nenhum estado brasileiro atinge meta de vacinação e surtos em países vizinhos preocupam
Nenhum estado do Brasil atinge meta de vacinação contra o sarampo; especialistas alertam para risco de novos surtos Adobe Stock O Brasil tenta preservar o status de país livre da circulação endêmica do sarampo, recuperado em novembro de 2024, em um momento em que países vizinhos registram mais de 20 mil casos.
O Peru, por exemplo, já tem cerca de 3 mil casos e a Bolívia também vive uma situação de descontrole, conforme destacou ao g1 o diretor do Departamento Nacional de Imunizações (DPNI), Eder Gatti.
Por isso, o foco do Ministério da Saúde neste momento é reforçar a vigilância e intensificar a vacinação com a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, em municípios que fazem fronteira com o Peru, na região oeste do Amazonas.
Apesar de o país ter a melhor cobertura de vacinação contra o sarampo desde 2016, nenhum estado atingiu ainda a meta de vacinar 95% das crianças menores de 2 anos com duas doses por ano.
Este é o índice considerado necessário para impedir a circulação sustentada de um dos vírus mais contagiosos que existem.
No país, a imunização completa com as duas doses da vacina tríplice viral está abaixo de 80%, cenário que preocupa especialistas diante do avanço da doença em países vizinhos.
A primeira dose garante uma imunidade de 94% a 96% contra o sarampo.
Já as duas doses garantem proteção acima de 97% contra a doença.
Gatti explicou que, em crianças de até 5 anos, a cobertura da segunda dose chegou a 91% em 2024, ainda também abaixo da meta de 95%.
Além disso, o período ideal para a criança ser vacinada com as duas doses é de até os 2 anos de idade.
Este ano, os estados que lideram o índice de cobertura vacinal contra a doença até o momento são o Ceará, com 86,69%; Paraná, com 86,76%, e Minas Gerais com 86,05%.
Os piores índices foram registrados até agora no Amapá, com 63,59%; Pará, com 67,02%; Maranhão, com 69,66% e Rio de Janeiro, com 69,74%.
Já em 2025, os estados que tiveram os melhores índices de cobertura foram o Paraná, com 89,92%; Minas Gerais, com 87,62; Rondônia, com 84,56% e Distrito Federal, com 84,03%.
E os piores índices ficaram com o Pará, com 58,25%; Goiás, com 58,59% e Amapá, com 63,02%.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.