Petistas veem Flávio tentar sabotar relação Lula-Trump e se enfraquecer ao se proclamar presidente
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Aliados do presidente Lula ( PT ) avaliam que os movimentos do senador e candidato derrotado à Presidência da República, Flávio Bolsonaro ( PL -RJ), nos Estados Unidos são uma armadilha para tentar sabotar a relação entre o petista e o líder do país norte-americano, Donald Trump .
O grupo político do chefe do governo brasileiro também acredita que a ida do adversário para o exterior tende a dispersar seu eleitorado. No último domingo (25), Flávio Bolsonaro teve 59,8 milhões de votos para presidente da República e perdeu para Lula por 3,6 pontos percentuais.
Flávio fugiu do Brasil na terça-feira (27), desembarcando em Miami, nos Estados Unidos, nesta quarta (28). Ele saiu do país após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinar a entrega de seus passaportes por causa de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro –o senador nega irregularidades.
Nesta quarta, o senador do PL divulgou uma carta em que se proclamava "verdadeiro presidente eleito do Brasil". Depois, atualizou o documento e referiu-se a si mesmo como "líder do Brasil". Ele afirma, sem apresentar prova alguma, que a eleição brasileira foi fraudada. Na véspera, Flávio havia dito que desistiria de anular a eleição na Justiça, e declarou que não fugiria do país.
Flávio se compara, na carta, com líderes históricos que deixaram seus países. Um dos exemplos citados no documento é o do general Charles De Gaulle, que comandou a resistência francesa contra a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial a partir de Londres.
"É um ato de conspiração contra o Brasil e contra os interesses do Brasil", disse o líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), sobre a carta. "Creio que a própria democracia americana e até o governo do senhor Donald Trump não vão cair nessa esparrela de buscar uma briga contra uma nação", declarou ele.
"A atitude de Flávio ultrapassa limites e se constitui em traição à pátria, tentando criar instabilidade com parceiros seculares como Argentina e EUA", disse o líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS).
A referência à Argentina é pelo fato de Flávio ter deixado o Brasil através do país vizinho. Ele teria cruzado a fronteira e embarcado em um avião privado de lá rumo a Miami, com escala no Equador. O presidente argentino, Javier Milei , assim como Trump, são parte do movimento internacional de direita que o bolsonarismo também integra.
Setores próximos a Lula avaliam que Flávio Bolsonaro busca provocá-lo a tomar atitudes ou dar declarações que desgastem a relação com Donald Trump. A ideia seria não reagir. O governo brasileiro tenta minimizar atritos com os americanos para lidar com problemas mais pragmáticos, como a negociação do tarifaço.
Alas do governo americano, como o Departamento de Estado, costumam pressionar a gestão petista. Lula e Trump, porém, têm uma relação pessoal descrita por ambos como boa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.