Fila de espera por vaga em creche tem mais de 4 mil crianças em Campo Grande
Campo Grande tem, oficialmente, 4.015 crianças esperando vaga nas Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil).
O dado foi informado ao Campo Grande News pela Semed (Secretaria Municipal de Educação), em resposta à indagação surgida depois que o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) divulgou os resultados de uma força-tarefa para coibir a atuação de creches clandestinas, mercado aberto a partir da necessidade não atendida pelo poder público.
Na resposta à reportagem, o município argumenta que atende a maior parte da demanda.
"Atualmente, 22.695 crianças estão matriculadas nas 108 Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil) da Rede Municipal de Ensino", informa a Semed.
Na sequência, a secretaria registra que “outras 4.015 crianças aguardam vaga”.
Esse déficit já foi maior, chegando a ficar perto de 13 mil.
Espaços privados - Em relação ao setor privado regular, há 169 instituições autorizadas pelo CME (Conselho Municipal de Educação) a operar na educação infantil.
Não foi informado o número de alunos atendidos pelo mercado particular.
Para esses estabelecimentos, o monitoramento é feito pela Divisão de Normas Educacionais .
“O acompanhamento e a fiscalização são realizados pelo Serviço de Inspeção Escolar, por meio de inspetores e técnicos responsáveis por verificar o cumprimento da legislação", diz a Semed.
De acordo com as informações prestadas, a atuação busca assegurar que as instituições autorizadas cumpram os requisitos legais e pedagógicos exigidos para a oferta da educação, “contribuindo para a regularidade dos serviços, a qualidade do atendimento e a proteção dos direitos das crianças".
Clandestinidade - Em consequência dos reflexos da carência de vagas públicas, e da incapacidade financeira de famílias para bancar o atendimento privado, desde 2024 um inquérito civil do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) investiga as condições de estabelecimentos denunciados, atuando como creches e hotéis infantis, sem atender às regras.
Foram identificados pelo menos 13 locais irregulares operando em bairros como Jardim Zé Pereira, Jardim Noroeste, Los Angeles, Campo Nobre, Amambaí e Centro.
Metade desses espaços foi fechada após vistorias constatarem sérios riscos, incluindo superlotação, falta de alvará e de licença sanitária, além da ausência de profissionais qualificados.
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