Planejado há 2 anos, hospital de R$ 100 milhões ainda não saiu do papel
O hospital que a operadora de saúde Hapvida terá em Campo Grande é planejado desde 2024, quando a empresa anunciou a intenção de construir novas unidades em dez cidades brasileiras.
A novidade foi confirmada oficialmente em julho do ano seguinte, mas sem a divulgação de um prazo para início das obras.
Segue vazio até hoje (21) o terreno que vai receber o centro hospitalar.
Ele fica no cruzamento entre as ruas José Antônio e Barão do Rio Branco.
Segundo a Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), a obra ainda não tem autorização para começar.
“O processo administrativo está em análise quanto à solicitação de alvará de construção”, informou.
A Canadá Empreendimentos Imobiliários Ltda construirá a unidade e a cederá à Hapvida na modalidade build to suit por 240 meses, segundo informações divulgadas anteriormente.
A operadora prevê investir R$ 100 milhões no empreendimento, que terá 112 leitos, estrutura de alta complexidade, e deve gerar 456 empregos.
Outras autorizações - A reportagem também apurou que a Semades, junto à Agetran (Agência Municipal de Trânsito), firmou um termo quanto ao projeto de estacionamento apresentado pela Hapvida.
Ele foi aprovado em setembro deste ano.
Já o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) divulgou em 11 de março do ano passado uma lista de licenças e autorizações concedidas, em que a Hapvida aparece em processos de licença de operação com vencimento em 2028 e 2030.
Benefícios - A Prefeitura de Campo Grande também já aprovou lei que concede benefícios fiscais para a Hapvida e para a Canadá.
São eles: Isenção do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) por dois anos, redução de 60% no ISSQN (Imposto sobre Serviço de qualquer Natureza), que passará de 5% para 2% sobre o valor dos serviços prestados durante seis anos; Isenção da tarifa de iluminação pública por dez anos,; Isenção dos tributos sobre os processos de alvará e licenciamento pelo período de quatro anos.
Crise - Diante de dificuldades financeiras e de confiança atribuídas à Hapvida no mercado financeiro, algumas relacionadas ao desafio da fusão com a NotreDame Intermédica, a reportagem procurou a assessoria de imprensa da operadora no ano passado e questionou se o investimento previsto em Campo Grande se manteria.
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