A avaliação de aliados do PL sobre saída de Flávio Bolsonaro do país
A decisão de Flávio Bolsonaro de deixar o Brasil após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou uma reação negativa entre dirigentes do PL e colocou em dúvida o futuro político do senador.
Segundo o colunista de VEJA Robson Bonin , do Radar, caciques da legenda interpretam a saída do país como um abandono do projeto bolsonarista, que previa a consolidação de Flávio como principal liderança da oposição nos próximos anos.
Em participação no programa VEJA em Foco , apresentado por Marcela Rahal , Bonin afirmou que a avaliação de muitos aliados é de que o episódio representa uma “tragédia pra continuidade do projeto bolsonarista no país”. (este texto é um resumo do vídeo acima) Por que a fuga de Flávio provocou críticas dentro do PL? De acordo com Bonin, Flávio havia sido escolhido por Jair Bolsonaro, em dezembro de 2025, para representar uma renovação do grupo político.
A estratégia não dependia necessariamente de uma vitória na eleição presidencial.
Mesmo derrotado, o senador poderia sair da campanha fortalecido para liderar a oposição ao governo Lula e se apresentar como uma referência da direita na disputa de 2030.
A decisão de deixar o país poucas horas depois do resultado eleitoral, porém, contrariou esse planejamento.
Para dirigentes importantes do PL, segundo o colunista, a atitude foi interpretada como um “sinal de abandono”.
Bonin destacou que o senador deixou para trás uma base de quase 60 milhões de eleitores, uma bancada expressiva de deputados e senadores conservadores e governadores alinhados ao bolsonarismo.
Na avaliação desses interlocutores, Flávio deveria assumir a articulação desse grupo enquanto o pai permanece preso.
Os desafios do governo Lula 4 Continua após a publicidade O que aconteceu na reunião de Flávio com aliados antes da viagem? O colunista revelou que, antes de deixar o Brasil, Flávio participou de uma reunião em Brasília com integrantes de sua equipe jurídica e figuras importantes do bolsonarismo.
Entre os participantes mencionados por Bonin estavam Tarcísio de Freitas e Daniella Marques.
O encontro ocorreu depois que o senador foi notificado da determinação de entregar seus passaportes.
Segundo Bonin, os aliados tentaram convencer Flávio a reconhecer o resultado eleitoral e enfrentar as investigações no Supremo Tribunal Federal (STF).
Os advogados avaliavam que as acusações apresentadas pela Polícia Federal eram frágeis e poderiam ser contestadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.