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Cinco estados concentram quase metade dos fragmentos de vegetação nativa do Brasil

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Cinco estados concentram quase metade dos fragmentos de vegetação nativa do Brasil

Entre 1986 e 2024, a vegetação nativa brasileira sofreu uma acelerada divisão de suas áreas contínuas devido ao avanço do desmatamento e da expansão de pastagens, lavouras e áreas urbanas.

Mapeamento do módulo de Degradação do MapBiomas, baseado na Coleção 11 de dados de uso da terra, revela que Minas Gerais, Bahia, Goiás, São Paulo e Paraná concentram 49% dos 3,41 milhões de fragmentos do país.

A perda de extensão contínua isola remanescentes e compromete os ecossistemas.

Em 38 anos, o total de fragmentos saltou de 2,35 milhões para 3,41 milhões no Brasil, enquanto a área média caiu de 287 para 163 hectares.

A fragmentação afeta sobretudo o Sul e o Sudeste, onde 46% dos municípios têm área média inferior a 25 hectares.

São João de Meriti (RJ) apresenta a menor média nacional, de 1,9 hectare por fragmento.

Já a região Norte reúne os maiores blocos preservados, liderada pelo Amazonas, com média de 4 mil hectares por fragmento, e por Itamarati (AM), com 65,6 mil hectares.

A Mata Atlântica e o Cerrado somam a maior quantidade de fragmentos, com 1,38 milhão e 957 mil porções, respectivamente.

Na Amazônia, o fracionamento disparou 260%, enquanto a área média despencou 76%.

Para Dhemerson Conciani, pesquisador do IPAM e coordenador técnico do MapBiomas, a divisão ameaça as espécies: “Essa redução da conectividade afeta diretamente a capacidade de dispersão e reprodução das espécies nativas que vivem nesses fragmentos, reduzindo o fluxo gênico e aumentando o risco de extinções locais”, alerta Conciani, destacando que a fragmentação eleva a exposição ao fogo e aos efeitos de borda.

O estudo mostra ainda que entre 10% e 24% da vegetação nativa está exposta a vetores de degradação, afetando até 134,8 milhões de hectares em 2024.

As áreas de borda abrangem de 7% a 18% da cobertura vegetal do país.

A Mata Atlântica é o bioma proporcionalmente mais exposto (33% a 70%), enquanto o Cerrado lidera em área absoluta degradada.

Continua após a publicidade Os dados inéditos buscam orientar ações de restauração e conservação da biodiversidade.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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