O que disse a área técnica do TSE sobre canal ‘Exército do Lula’
A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou ao presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, não ter identificado, no canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, o compartilhamento de informações que foram classificadas pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) como fake news.
A análise foi feita a pedido de Nunes Marques, que no domingo mandou que o grupo fosse excluído.
A decisão, porém, foi revertida depois, por decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.
Na Corte, o documento da assessoria técnica foi tratado por alguns ministros como um indicativo de que não havia provas para suspender o canal, como foi determinado por Nunes Marques.
A área técnica do tribunal analisou postagens compartilhadas desde 2 de outubro no canal criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para verificar se elas trariam “afirmações” de que Flávio Bolsonaro “pretenderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, estaria envolvido com milícia, reduziria aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada ou teria mandado cancelar o reajuste do Bolsa Família”.
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“Quanto à circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes, não foram localizadas, entre as publicações do canal no período de 2 a 11 de outubro de 2026, reproduções das afirmações examinadas nos autos.
A verificação abrangeu os textos das mensagens, as pré-visualizações de links, inclusive as miniaturas e os títulos dos vídeos vinculados, assim como os áudios transcritos”, registra o parecer do órgão.
Ao mandar suspender o canal, Nunes Marques passou por cima de uma decisão inicial de Cueva, que havia pedido mais informações antes de deliberar sobre o assunto.
Cueva havia determinado que a campanha de Flávio apresentasse provas sobre as alegações de que o canal “Exército de Lula” era usado para espalhar fake news.
Ao restabelecer seu funcionamento, alegou que haveria “restrição à liberdade de expressão”.
A assessoria técnica do TSE comparou os conteúdos disseminados no canal com aqueles citados na decisão em que Nunes Marques chegou a suspender o canal.
Neste despacho, o ministro mencionou a decisões da Corte sobre o caso Nossa Senhora e sobre publicações que chamavam Flávio de “bandido” e teria envolvimento com milícia.
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