Operação mira esquema de venda de gás ligado ao Comando Vermelho no RJ
A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado deflagraram, nesta quarta-feira (28), a Operação Dominus , contra uma organização criminosa ligada ao CV (Comando Vermelho) suspeita de controlar a venda de gás de cozinha em comunidades dominadas pelo tráfico de drogas.
A investigação identificou um esquema de monopólio da comercialização do produto , com extorsão de comerciantes e cobranças periódicas conhecidas como “ metas do gás ”.
Segundo a apuração, o grupo utilizava o domínio territorial da facção para restringir a livre concorrência e arrecadar recursos para financiar as atividades criminosas.
A operação prevê o cumprimento de nove mandados de prisão e 44 de busca e apreensão , além do bloqueio de mais de R$ 350 milhões em ativos financeiros e do sequestro de bens vinculados aos investigados.
Leia Mais Penha e Alemão têm mais de 1.800 tiroteios e 617 baleados em dez anos 74% das gravações de câmeras da PM não chegam aos processos judiciais no RJ Polícias do Rio recebem primeiros fuzis antidrones contra o crime Coordenada pela DDSD (Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados) e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MPRJ, a ação conta com o apoio de outras unidades especializadas da Polícia Civil.
Como funcionava o esquema De acordo com as investigações , comerciantes eram obrigados a comprar gás de fornecedores vinculados à organização criminosa ou a realizar pagamentos periódicos ao grupo, sob ameaça de retaliações .
As cobranças, chamadas de “metas do gás”, funcionavam como um mecanismo sistemático de arrecadação de dinheiro .
A apuração apontou que o esquema contava com uma estrutura organizada, com divisão de tarefas entre operadores comerciais, responsáveis pela logística de distribuição, arrecadadores e integrantes ligados ao controle territorial exercido pelo Comando Vermelho .
Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava a intimidação armada para impedir a atuação de concorrentes e manter a comercialização de gás subordinada aos interesses da organização.
A investigação também identificou indícios de movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada de alguns dos envolvidos, além do uso de estruturas empresariais que, segundo a apuração, estariam relacionadas à manutenção do esquema.
Investigação identificou vínculos com lideranças do tráfico As apurações apontaram que o principal investigado mantinha relações de proximidade e confiança com lideranças do Comando Vermelho , além de prestar apoio logístico a integrantes da cúpula da facção.
Segundo a investigação, ele atuava na locação de imóveis para Edgard Alves de Andrade , conhecido como Doca , apontado como uma das principais lideranças em liberdade do grupo criminoso .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.