PMs integrantes do “novo Escritório do Crime” são condenados no RJ
A Justiça do Rio de Janeiro condenou três policiais militares apontados como integrantes do “novo Escritório do Crime” .
O grupo é acusado de formar uma organização criminosa que praticava crimes violentos, incluindo sequestros e homicídios por encomenda, além da venda clandestina de armas e munições.
Entre os PMs estão o sargento Bruno Marques da Silva, conhecido como “Bruno Estilo” , o capitão Alessander Ribeiro Estrella Rosa, o “ Tenente Alessander” , e o cabo Diogo Briggs Climaco das Chagas, conhecido como “Briggs”.
Leia Mais Polícia investiga rede de escravidão sexual de adolescentes no RJ Caso Porsche azul: Júri de Fernando Sastre começa nesta quarta-feira (28) Adolescentes são apreendidos por morte de jovem espancado após ato pró-Lula O primeiro foi condenado a 63 anos de prisão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 168 dias-multa, por integrar a organização criminosa.
Os outros dois sofreram condenações por crimes relacionados ao comércio ilegal de armas.
Bruno e Alessander receberam penas de 27 anos de prisão em regime inicial fechado, além do pagamento de 44 dias-multa.
Além disso, a sentença também manteve a prisão preventiva de ambos.
Além das penas de prisão, a Justiça determinou a exclusão de “Bruno Estilo” e “Briggs” dos quadros da Polícia Militar após o trânsito em julgado.
Em relação ao capitão Alessander, determinou o encaminhamento do caso ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, também após o trânsito em julgado, para análise de eventual perda do posto e da patente.
A CNN Brasil entrou em contato com a Polícia Militar do Rio de Janeiro e tenta localizar a defesa dos citados.
O espaço segue aberto para manifestações.
A estrutura do “novo Escritório do Crime” As investigações identificaram conversas, áudios, imagens e registros de negociações que envolviam armas de fogo de grosso calibre, carregadores e munições.
Mensagens revelaram uma estrutura criminosa com divisão de tarefas e vínculos com integrantes ligados à milícia.
A denúncia aponta Thiago Soares Andrade Silva, conhecido como “Ganso”, “Batata” ou “Soares ”, como responsável por encomendar homicídios , enquanto outros integrantes seriam encarregados do planejamento, do monitoramento das vítimas e da execução dos crimes.
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