'Vou fazer faculdade de IA': número de graduações na área cresce; veja o que alunos aprendem e quanto ganham depois do diploma
Heloisy é a primeira mulher a se formar em inteligência artificial em uma universidade pública do Brasil Arquivo pessoal Heloisy Rodrigues é a primeira mulher no Brasil a se formar em inteligência artificial no ensino superior público — concluiu o curso em 2023, na Universidade Federal de Goiás (UFG).
Se ela participasse daquela trend do TikTok, seria assim: 🤔“O que as pessoas pensam que eu estudei?” - Quatro anos digitando comandos para o ChatGPT, produzindo imagens em IA e conhecendo ferramentas novas. 😎“O que eu realmente estudei?” - Matrizes, algoritmos, estatística, álgebra linear, finanças, psicologia, engenharia de dados, empreendedorismo… Por ser uma graduação nova no mercado — a UFG foi a primeira instituição pública a oferecer o curso no país, em 2019 —, inscrever-se no vestibular ou no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ainda traz aquela sensação de tatear no escuro.
Vale mesmo a pena? O que vou aprender? E se eu optar por um curso livre de curta duração em vez de fazer faculdade de IA? Você saberá as respostas nesta reportagem.
“Na matrícula, até os professores perguntavam se tínhamos certeza.
Éramos realmente cobaias, mas todo mundo olhou para a força da tecnologia no mercado e decidiu ver o que o curso tinha a nos oferecer”, conta Heloisy. ➡️Exatamente essa promessa de oferta de empregos e de bons salários (de até R$ 32 mil, segundo pesquisa do Linkedin em 2026) levou a um aumento significativo no número de bacharelados em IA no Brasil.
Já são 76, de acordo com o mapeamento divulgado na última semana pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Desses, 44% estão em instituições de ensino públicas, e 85,5% são na modalidade presencial.
A concorrência também vem aumentando: na UFG, a nota de corte mais alta no Sisu 2026 foi na graduação de IA, ultrapassando medicina: 846,72 pontos na ampla concorrência.
Tire suas dúvidas abaixo. 📖O conteúdo da graduação não fica “velho” muito rapidamente? De acordo com Silvio Meira, cientista e presidente do Conselho do Porto Digital, é preciso separar o que é "alfabetização em IA" do que é uma graduação.
Enquanto a alfabetização ensina a usar ferramentas como o ChatGPT no dia a dia, por exemplo, o bacharelado foca em como criar essas inteligências.
A base do curso é formada por lógica, estatística computacional, álgebra, teoria da computação e algoritmos.
Para Meira, se o curso focar apenas em ferramentas atuais, o aluno vai se formar “para o passado”: os conteúdos ficarão obsoletos muito rapidamente.
Por isso, é mais importante entender os fundamentos de base da IA — estes, sim, são mais “duráveis”.
“As fundações da computação vêm da década de 30 e evoluíram de maneira lenta, porque o progresso teórico é totalmente diferente do progresso das ferramentas”, explica Meira.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Educação.