Afya e YDUQS anunciam fusão e criam gigante de R$ 9,4 bilhões em receita
A Afya e a YDUQS anunciaram nesta quarta-feira, 23, uma fusão que deve criar uma nova companhia com receita anual de 9,4 bilhões de reais.
A operação será realizada por meio de uma relação de troca de ações, que resultará em uma participação de 69% dos acionistas da Afya e de 31% dos acionistas da YDUQS na nova empresa.
Segundo o fato relevante, a operação prevê a incorporação da Afya pela YDUQS.
Com isso, a Afya será extinta.
Cada ação ordinária Classe A e cada ação ordinária Classe B da Afya dará ao titular o direito de receber 6,408347 ações ordinárias da YDUQS.
A relação de troca foi definida com base nas posições financeiras das duas empresas em 30 de junho de 2026 e não estará sujeita a ajustes, exceto por alterações aritméticas decorrentes de desdobramentos, grupamentos, bonificações, capitalização de reservas com emissão de ações, dividendos pagos em ações ou emissões realizadas no âmbito dos planos de incentivo das companhias até o fechamento da operação.
A relação de troca também não será alterada por eventuais variações de dívida líquida, capital de giro, Ebitda, resultados, perspectivas de rentabilidade ou cotação dos valores mobiliários das empresas até a conclusão da operação.
Continua após a publicidade A fusão deve resultar em uma companhia com receita anual de 9,4 bilhões de reais, 176 campi distribuídos pelos 26 estados brasileiros, cerca de 5,9 mil vagas de medicina e acesso a mais de 200 mil médicos.
Segundo as empresas, a operação também deve reduzir a alavancagem da YDUQS, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, de 1,6 vez para 1,2 vez.
Com a redução da alavancagem e a geração de fluxo de caixa, a YDUQS pretende distribuir 750 milhões de reais em dividendos entre a assinatura e o fechamento da operação.
O valor corresponde a 2,94 reais por ação e a um dividend yield de cerca de 38%.
A nova companhia também pretende estabelecer um payout de 50%.
Continua após a publicidade A conclusão da operação está prevista para ocorrer até 31 de março de 2028, ressalvadas as hipóteses de prorrogação previstas no acordo de associação.
A fusão ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
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