Cigarro e juventude: estamos repetindo os erros do passado
Na brilhante adaptação de Jim Carrol do romance “Diário de um adolescente”, estrelado por Leonado Di Capri em 1995, um adolescente ativo e saudável se vicia em heroína e vê sua vida desabar nesse mundo em que os jovens da década de 90 já deveriam ter aprendido com os que erraram usando drogas na década de 60, em seus intermináveis festivais de sexo, drogas e rock and roll .
A repetição de erros do passado ou a ousadia do experimentar, transgredir ou agredir a sociedade sempre foi uma característica marcante da juventude.
Mas, em 2026, com a difusão de informações em um aparelho que está na mão de qualquer um, pode-se dizer que é, no mínimo, falta de inteligência avançar e usar qualquer substância sabidamente prejudicial à saúde.
Há informações amplamente divulgadas e nos mínimos detalhes.
Estudos realizados no AC Camargo com jovens no Brasil demonstrou que os índices de utilização de tabaco, seja na forma de cigarro, cigarrilhas ou Continua após a publicidade os chamados vapers (cigarros eletrônicos) tem alcançado quase 20% da população entre 16 e 24 anos , percentual maior do que da população geral, que gira em torno de 17%.
Demoramos décadas para conscientizar e mudar o comportamento da população em relação ao uso do tabaco, mas de uns anos para cá, mesmo com leis válidas, o governo simplesmente menosprezou as fiscalizações, multas e prisão para aqueles que infringem a lei.
A consequência tem sido o aumento do consumo de cigarros pela população jovem , com todos os seus efeitos futuros.
É proibido fumar em locais fechados, vender para menores, utilizar e comprar cigarros eletrônicos, mas o que se vê em qualquer ambiente ou nível Continua após a publicidade social em nosso país é uma total ausência do estado em punir quem transgride as leis.
E, com isso, jovens e adultos infratores consomem e vendem cada vez mais essa substância tóxica.
Associado ao uso do cigarro vem o sedentarismo, uso de álcool e, obviamente, consumo de alimentos ultraprocessados , com suas graves consequências, incluindo a obesidade associada ao fumar.
Já na população jovem que não fuma, os hábitos caminham para o lado saudável.
No filme, esse jovem da década de 90, com pouco acesso à informação, sem smartphones ou similares e com leis ainda menos restritivas, acaba conseguindo apoio de um amigo e consegue sair do vício.
Já para a geração Z, todos os alertas e informações dadas pela inteligência artificial não parecem ser suficientes e cabe, então, ao Estado dar limites e realizar a fiscalização para o cumprimento das leis, algo que em nosso país tem sido completamente negligenciado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.