Abandonado em uma ilha deserta no início do século XVIII, ele passou mais de 4 anos completamente isolado e sua história acabaria associada a um dos romances de sobrevivência mais famosos da literatura
O marinheiro escocês sobreviveu quatro anos e quatro meses sozinho no arquipélago Juan Fernández antes de ser resgatado em 1709
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Em 1704, um marinheiro escocês ficou sozinho em uma ilha do Pacífico depois de discutir com o capitão sobre as condições do navio em que trabalhava. Alexander Selkirk acreditava que seria resgatado rapidamente, mas permaneceu isolado por quatro anos e quatro meses, sobrevivendo com recursos encontrados na ilha até finalmente avistar um navio britânico.
Selkirk trabalhava como navegador no Cinque Ports , embarcação privada britânica que operava na costa do Pacífico sul-americano. Em outubro de 1704, durante uma parada no arquipélago Juan Fernández, ele afirmou que o navio estava deteriorado demais para continuar navegando e preferia permanecer em terra.
Quando percebeu que os demais tripulantes não o acompanhariam, tentou voltar atrás, mas o capitão Thomas Stradling recusou. Selkirk ficou na ilha Más a Tierra, atualmente chamada Ilha Robinson Crusoe, com algumas armas, pólvora, ferramentas, roupas, utensílios e uma Bíblia. Sua avaliação sobre o navio não era absurda: posteriormente o Cinque Ports realmente naufragou.
Os primeiros meses foram psicologicamente difíceis, mas Selkirk aprendeu progressivamente a utilizar os recursos disponíveis. Cabras introduzidas anteriormente por navegadores forneceram carne e peles, enquanto plantas comestíveis, frutos e animais marinhos complementavam sua alimentação.
O vídeo abaixo apresenta especificamente a trajetória de Selkirk e reconstrói os acontecimentos que fizeram sua experiência ser lembrada como uma das histórias reais mais famosas de sobrevivência em uma ilha deserta.
O desafio não era apenas conseguir comida. Selkirk passou anos sem conversar regularmente com outra pessoa e precisava manter alguma rotina para não sucumbir ao isolamento. Segundo relatos posteriores, lia a Bíblia, cantava salmos e observava constantemente o horizonte em busca de embarcações.
Ele também domesticou gatos selvagens, que serviam como companhia e ajudavam a controlar os ratos introduzidos por navios. Com o tempo, tornou-se habilidoso em perseguir cabras pelo terreno montanhoso e construiu abrigos utilizando materiais disponíveis na ilha.
Selkirk mantinha fogo, preparava alimentos e precisava substituir roupas que se deterioravam. Quando suas peças originais já não podiam ser utilizadas, produziu vestimentas com peles de cabra. Seus pés também se acostumaram tanto a caminhar descalços que, depois do resgate, voltar a usar calçados tornou-se desconfortável.
Em 2 de fevereiro de 1709, Selkirk avistou o navio Duke , comandado pelo corsário britânico Woodes Rogers. Depois de quatro anos e quatro meses isolado, ele foi encontrado vestido com peles e tão desacostumado à conversa que Rogers relatou dificuldades iniciais para compreender sua fala.
A presença de William Dampier entre os navegadores ajudou a confirmar sua identidade, pois ele conhecia Selkirk de viagens anteriores.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.