Governo inicia oferta de nove medicamentos para tratamento do câncer
O Ministério da Saúde anunciou que vai iniciar, nesta semana, a oferta de nove medicamentos para tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS).
Eles fazem parte do conjunto de 23 terapias prometidas pelo governo, e incluem tratamentos para 13 indicações diferentes de câncer, entre eles, câncer de mama, próstata, pulmão, rim e estômago.
O anúncio foi feito nesta terça-feira, 20, durante evento realizado no hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo.
Ao todo, 20 centros de tratamento oncológico de 17 estados receberão essas terapias.
A expectativa do governo é que a totalidade de 23 fármacos cheguem à rede pública até o final do ano, o que permitirá a ampliação da oferta em 35%.
Para isso, a pasta tem trabalhado com diferentes mecanismos, como compra e negociação direta, ata de preço para aquisição com menor preço pelos estados, além de ampliar repasses para centros oncológicos para o custeio.
Houve um aumento de aproximadamente R$4 bilhões no orçamento para essa frente.
Até agora, os nove medicamentos disponibilizados são: trastuzumabe, abemaciclibe, acetato de lanreotida, rituximabe, pazopanibe, abiraterona, gefitinibe, TSH recombinante e sunitinibe.
Durante o anúncio, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, lembrou que muitos desses medicamentos são adquiridos, hoje, por via judicial, sendo que alguns chegam a custar até R$360 mil.
“Além de garantir mais acesso, [essa ação] também vai permitir a distribuição mais equânime e mais eficiente, porque o Ministério passa a comprar medicamentos de alto custo baseado na negociação de preços”, disse o secretário.
Neste sentido, também foi anunciado que o governo prepara um reajuste para hospitais que oferecem esses tratamentos, com pagamento para centrais de diluição, segundo o secretário executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda.
Para aplicação de medicamentos intravenosos, o reajuste será de 313%, enquanto para de medicamentos orais, será o dobro.
O objetivo, conforme Massuda, é garantir maior precisão nessa disponibilização, que envolve a construção de um sistema de controle de dispensação, já em fase de teste.
No início de outubro, o Ministério começou os testes do sistema de dispensação de medicamentos do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), em 13 serviços oncológicos de seis estados e do Distrito Federal.
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