Conscientização, diagnóstico precoce e acesso ainda são desafios da insuficiência cardíaca no Brasil
A insuficiência cardíaca atinge mais de 50 milhões de pessoas globalmente 1 e é considerada uma das principais doenças cardiovasculares, grupo que responde pela maior causa de mortes por doença no mundo 2 , segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Somente no Brasil, pelo menos 2 milhões de pessoas vivem com a condição, com mais de 240 mil novos casos por ano .
3 Avanços científicos estão contribuindo para mudar o cenário, mas a conscientização sobre a doença, o diagnóstico precoce e o acesso ao cuidado adequado ainda são desafios para reduzir seu impacto na saúde pública.
A ampliação do conhecimento da condição é particularmente importante porque a própria natureza dos sintomas dificulta a suspeição ainda no início da doença – manifestações comuns, como cansaço e falta de ar, podem passar despercebidas ou não ser reconhecidas como sinais de insuficiência cardíaca.
4,5 Se o diagnóstico é tardio, as chances de que pacientes cheguem aos serviços de saúde em estágios mais graves aumentam.
Uma análise epidemiológica publicada em 2025 indica que a mortalidade no Brasil aumentou entre 2014 e 2024.
6 Na visão de Eduardo Lima, médico do InCor no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e líder nacional de cardiologia da Rede Américas, contudo, os índices de óbito não devem ser o único pilar de avaliação: “Na medicina, às vezes há essa obsessão com a redução da mortalidade, mas temos que refletir se o paciente também irá viver melhor.” É neste contexto que a perspectiva em relação ao tratamento da insuficiência cardíaca também tem mudado 7 nos últimos anos.
Por muito tempo, as opções para parte dos pacientes foram limitadas, com foco principal no uso de diuréticos para reduzir o inchaço, que tem papel importante no risco de internações.
A última década, entretanto, trouxe inovações com maior atuação em mecanismos que reduzem a progressão da doença, com impacto direto na redução da taxa de mortalidade e na qualidade de vida dos pacientes.
ICFEP e o desafio da invisibilidade Em termos gerais, a insuficiência cardíaca é caracterizada pelo comprometimento da ação de contração ou de relaxamento do coração 8 , normalmente devido à fraqueza do músculo cardíaco, rigidez ou ambos.
A condição é dividida em duas categorias a partir da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE), que representa a capacidade do coração de bombear o sangue para o resto do corpo.
A principal diferença entre as classificações está no mecanismo apresentado.
Na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER), com FEVE inferior a 50%, o músculo cardíaco perde força física e não consegue se contrair para empurrar o sangue de forma potente e suficiente para o organismo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.