Candidatos quilombolas somam 212 e correspondem a 1% do total
As eleições deste ano têm 212 candidatos declarados quilombolas, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Número corresponde a 1% do total de candidaturas. Neste ano, o TSE recebeu 20.511 registros de candidatos aos postos de presidente e vice, governador e vice, senador e suplentes, deputado federal e deputado estadual, segundo coleta feita hoje.
Partido com mais quilombolas concorrendo é o PT, com 22 candidatos. Na sequência estão o PSOL, com 21, e o PDT, com 17.
Maior parte das pessoas declaradas quilombolas concorre ao cargo de deputado estadual: são 124 no total. Outras 80 disputam uma vaga na Câmara dos Deputados, duas no Senado e duas concorrem a vice-governador. Todos os demais cargos em disputa têm apenas um concorrente quilombola.
Aumento em relação às últimas eleições é superior a 75%. Em 2022, o TSE, porém, não contabilizava esses dados — o marcador foi implementado apenas nas eleições municipais de 2024. Até então, organizações da sociedade civil, como a Coalizão Negra por Direitos, fizeram esse trabalho.
Conforme dados da coalização, mais de 100 candidaturas foram apoiadas pelo movimento em 2022. Dessas, 26 foram eleitas, sendo oito deputados federais e 18 estaduais.
O Censo 2022 mostra a existência de 1,3 milhão de quilombolas no Brasil, divididos em 1.696 municípios. O termo é definido no decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, que trata da regulamentação das terras ocupadas por esse grupo.
Consideram-se remanescentes das comunidades dos quilombos, para os fins deste decreto, os grupos étnico-raciais , segundo critérios de auto-atribuição , com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida. Trecho do decreto nº 4.887
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