A cúpula dos BRICS na Índia: resultados políticos e financeiros
Os líderes dos BRICS reuniram-se há pouco em Nova Delhi para sua cúpula anual.
Não por acaso, o evento atraiu atenção mundial.
Os BRICS constituem um dos principais mecanismos internacionais atualmente existentes, já superando em importância e efetividade dois grupos do mesmo tipo, mais antigos – o G7 e o G20.
O peso dos BRICS decorre da dimensão dos seus integrantes.
Dele fazem parte, os dois países mais populosos do planeta (Índia e China); três dos cinco maiores países em extensão territorial (Rússia, China e Brasil); e cinco das maiores economias do mundo (China, Índia, Rússia, Indonésia e Brasil).
Outra característica marcante – o grupo inclui os três países que estão em confrontação com o Ocidente coletivo – a China, a Rússia e o Irã.
A movimentação dos BRICS é acompanhada com preocupação em Washington e nas capitais europeias.
Donald Trump já ameaçou os BRICS diversas vezes, tentando assustar os integrantes mais medrosos ou mais vulneráveis do grupo.
Resultados político-diplomáticos da cúpula de Nova Delhi A cúpula de Nova Delhi foi bem-sucedida.
Há pelo menos três motivos político-diplomáticos para dizer isso.
Primeiro, o comparecimento.
Quase todos os líderes dos 10 países do grupo – inclusive Vladimir Putin e Xi Jinping – estiveram presentes.
As exceções foram os líderes do Brasil e dos Emirados Árabes Unidos.
O presidente Lula, em plena campanha pela reeleição, não pôde fazer a longa viagem.
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