Por que cada vez mais brasileiras escolhem jogar no México
Durante anos, o caminho para as brasileiras que buscavam testar o próprio futebol no mais alto nível fora do país apontou, quase naturalmente, para duas direções: Estados Unidos e Europa.
Esses mercados continuam como os principais destinos, mas uma nova rota começa a ganhar espaço no mapa.
As experiências recentes no México, impulsionadas por investimento, estrutura, competitividade e arquibancadas cada vez mais presentes, mostram-se promissoras e ajudam a explicar por que a Liga MX Feminil passou a atrair jogadoras brasileiras, inclusive atletas recém-convocadas para a Seleção Brasileira, como Isa Haas, Mariza, Aline Gomes e Geyse Ferreira.
A abertura do mercado também passa pelo regulamento: atualmente cada um dos 18 clubes da Liga MX Feminil pode registrar até sete estrangeiras, duas vagas a mais do que o limite anterior de cinco.
A ampliação aumentou o espaço para contratações internacionais e, na última temporada, a competição reuniu jogadoras de 31 países diferentes, segundo divulgado pela própria liga.
Brasileiras na Liga Mexicana Em 2026, oito jogadoras do país estão distribuídas por quatro dos 18 clubes da Liga MX Feminil, entre elas atletas que deixaram equipes importantes do futebol brasileiro, como o atual campeão brasileiro, o Corinthians, e o vice-campeão, Cruzeiro.
O América concentra o maior contingente, com Isa Haas, Geyse Ferreira e Priscila.
O Tigres tem Mariza e Jheniffer, enquanto Aline Gomes e Eudimilla defendem o Pachuca.
Daiane Santos completa a lista no Monterrey.
Segundo levantamento da VEJA, baseado em dados do site O Gol , são oito brasileiras em quatro equipes, número que ajuda a dimensionar um mercado que ganhou espaço como destino para jogadoras do país.
Há atletas com passagem recente ou presença constante na Seleção, jovens em processo de consolidação internacional e jogadoras que já estavam entre os principais nomes de suas posições no Brasil antes da transferência.
Estrutura, condições financeiras, exposição, força das torcidas e competitividade aparecem nas respostas das atletas entrevistadas pela reportagem: Isa Haas, Aline Gomes e Mariza.
Nos bastidores, entram ainda questões tributárias, características técnicas e modelos de jogo que ajudam a colocar o México na disputa por brasileiras em um mercado internacional cada vez mais competitivo.
Continua após a publicidade Estrutura coloca os grandes mexicanos na disputa por brasileiras Quando recebeu a proposta do América, Isa Haas encontrou justamente na estrutura e no projeto esportivo alguns dos argumentos para deixar o Brasil.
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