Crusoé: Que direita é essa?
Com 121 deputados, partido de Jair Bolsonaro transforma a Câmara em um território conservador, mas radicalismo de parlamentares preocupa Centrão
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR No ano passado, quando Jair Bolsonaro ainda recebia visitas de aliados e correligionários, o deputado Luciano Zucco (PL-RS), então líder da oposição na Câmara, foi até ele com uma ideia que parecia grande demais.
Bolsonaro não gostou da ideia. Achava que o deputado deveria escolher o caminho mais seguro, o Senado.
Era uma eleição mais previsível, uma espécie de porto seguro político para alguém que já tinha uma cadeira garantida na Câmara.
A frase, curta e sem muita ornamentação, encerrava a conversa. Mas não a disputa.
Aos poucos, Bolsonaro foi convencido. Deu ao aliado aquilo que, no universo bolsonarista, costuma valer tanto quanto uma candidatura: sua bênção.
Pouco mais de um ano depois, Zucco foi eleito governador do Rio Grande do Sul.
A vitória fez parte de uma aposta maior. No mesmo movimento, Marcel van Hattem, pelo Novo, e Ubiratan Sanderson, pelo PL, decidiram deixar para trás a segurança relativa de seus mandatos na Câmara para disputar o Senado.
Era uma escolha que, para alguns de seus aliados, parecia desnecessariamente arriscada. Também deu certo.
A eleição para o governo do Rio Grande do Sul e da bancada gaúcha no Senado é uma metáfora dessa nova direita, encabeçada por uma mega bancada do PL.
O partido que se tornou a principal casa política do bolsonarismo elegeu 121 deputados federais, 24 a mais do que havia conquistado em 2022.
A bancada representa quase um quarto da Câmara e supera, em tamanho, qualquer bancada partidária eleita desde a redemocratização, à exceção…
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.