Um ano de ‘Rock Doido’: conheça os bastidores do filme que levou a aparelhagem para o centro do pop brasileiro
Guilherme, Gaby e Naré no Palácio dos Bares, onde Rock Doido foi gravado Altar Sonoro Uma câmera atravessa a festa enquanto Belém acontece diante dela: aparelhagem, dança, gente, rua, excesso, religiosidade, moda, tecnobrega e cor.
Em Rock Doido, a cidade não aparece como paisagem de apoio.
Está no centro da história.
Por trás dessa sequência há uma construção criativa pensada para carregar para a imagem a mesma intensidade da música.
Ao completar um ano, o filme de Gaby Amarantos, dirigido pela Altar Sonoro e convertido em um marco do audiovisual nacional, deixa também uma história de bastidores sobre como referências profundamente paraenses foram articuladas para criar um universo próprio.
A faísca veio antes das câmeras.
Gaby conta que percebeu a dimensão que o projeto poderia alcançar durante uma noite na Florentina, casa de shows no Jurunas, bairro onde cresceu.
Ao observar o impacto da aparelhagem sobre pessoas que visitavam Belém, enxergou ali uma experiência capaz de ultrapassar aquelas paredes.
“Eu percebi ali que tinha um potencial muito grande em fazer algo global”, conta.
Gaby Amarantos vence prêmio audiovisual com o projeto 'Rock Doido' Um ano depois, talvez esse seja um dos bastidores mais reveladores da obra.
Rock Doido não precisou retirar suas referências de contexto para fazê-las viajar.
Colocou aparelhagem, periferia, festa, religiosidade, moda, excesso e Belém no centro da imagem e deixou que partissem dali.
Como resume Gaby: “A música do Pará veio pra ficar.
Ela é uma grande força, potência e camaleoa.” Como transformar o ‘Rock Doido’ em imagem? Quando a ideia chegou ao audiovisual, a questão não era simplesmente encontrar imagens para acompanhar as músicas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pará.