Carrefour é condenado após funcionária urinar na roupa enquanto aguardava para ir ao banheiro
Carrefour do bairro da Torre, na Zona Oeste do Recife Reprodução/Google Street View A Justiça do Trabalho condenou o Carrefour a indenizar uma operadora de caixa que urinou nas próprias roupas enquanto aguardava ser substituída no posto de trabalho para ir ao banheiro.
A rede de supermercados deverá pagar R$ 5 mil à trabalhadora, que, para o Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6), foi submetida a constrangimento e teve sua honra e dignidade atingidas.
A sentença foi assinada pela juíza Adriana Satou Lessa Ferreira Pinheiro, da 4ª Vara do Trabalho da Capital.
Na decisão, a magistrada concluiu que a demora na substituição da funcionária fez com que ela precisasse urinar nas próprias roupas, na estação de trabalho e diante dos colegas. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 O caso ocorreu na unidade do Carrefour na Torre, na Zona Oeste do Recife.
A funcionária trabalhou no local entre 2020 e junho de 2024, quando foi demitida de maneira "imotivada".
O processo não fala sobre quando ocorreu o incidente.
Para a juíza, a empresa falhou ao não garantir que a substituição acontecesse em tempo compatível com a urgência da necessidade fisiológica.
Agora no g1 De acordo com o depoimento de uma testemunha, a empresa forneceu um short para que a trabalhadora pudesse terminar o expediente.
A peça não fazia parte do vestuário habitual da função.
LEIA TAMBÉM: Justiça condena Novo Atacarejo após funcionária trabalhar 18 horas e urinar nas calças A trabalhadora entrou com uma ação trabalhista contra o Carrefour.
Entre os pedidos, ela solicitou indenização por danos morais em razão das dificuldades que, segundo relatou, enfrentava para utilizar o banheiro durante o expediente.
Na audiência de instrução, realizada em 8 de setembro, a testemunha indicada pela funcionária afirmou que os operadores de caixa precisavam esperar pela chegada de outro trabalhador para deixar o posto.
A liderança era consultada para providenciar a substituição.
A testemunha ouvida disse que presenciou o episódio e que a situação foi constrangedora porque outras pessoas viram as roupas molhadas da funcionária.
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