Nunes anuncia reconhecimento facial no Smart Sampa após vazamento de dados
Nunes disse que não houve falha de segurança e sim a divulgação ilegal por um guarda municipal que teve acesso ao sistema. A declaração foi dada para jornalistas na tarde de hoje, após o prefeito anunciar uma cooperação com o MPSP (Ministério Publico de São Paulo) para compartilhamento de imagens e informações do Smart Sampa.
O prefeito disse que a partir de hoje o sistema passa a exigir reconhecimento facial para acessar as informações. A medida ocorre uma semana após o UOL revelar que dados e imagens de paulistanos ficaram expostos por 11 meses no sistema Smart Sampa após o vazamento de logins e senhas do programa.
Apenas nove promotores do MPSP terão acesso ao Smart Sampa, disse o prefeito. A medida serviria para evitar a exposição ilegal novamente. Agentes da Guarda Civil Municipal também terão que fazer o reconhecimento a partir de hoje, comentou.
Após o UOL questionar se assinar a parceria com o MPSP é prematuro enquanto há uma apuração sobre o vazamento de dados do Smart Sampa, o prefeito rejeitou e disse que a pergunta foi feita com falta de "boa-fé". Ele complementou dizendo que "não houve invasão ao sistema".
Nós entregamos relatórios para o Ministério Público e a gente precisa também ter bastante responsabilidade naquilo que a gente coloca, porque em nenhum momento aconteceu invasão ao sistema. Uma coisa é eu pegar e invadir o seu celular. Isso é porque o seu celular está vulnerável. Outra coisa é se você passar sua senha para alguém, essa pessoa me passa a senha, eu vou entrar com a senha. Ricardo Nunes
O prefeito disse, ainda, que segue tentando encontrar acessos ilegais ao sistema usando o que ele chamou de "isca". Na prática, a declaração sugere que a gestão estaria usando um acesso ou cenário controlado para observar o comportamento de quem tenta entrar no sistema, sem informar se a isca envolvia dados falsos, credenciais específicas ou algum alvo já identificado.
Hoje mesmo a gente tem situação que está sendo monitorado como isca. A gente não pode detalhar e dar mais informações aqui. Ricardo Nunes
A declaração foi dada após a gestão e membros do MPSP assinarem o convênio com o MPSP para que o Gaeco utilize a tecnologia do Smart Sampa. O objetivo, segundo a gestão, é fortalecer o combate ao crime organizado com o uso das câmeras de monitoramento.
A parceria vai possibilitar que o Gaeco acesse o sistema para investigações contra grupos criminosos. Em outra parceria de colaboração com o MPSP, o sistema será utilizado no combate à violência doméstica. Não foram dados detalhes da atuação de ambas as partes.
Uma reportagem do UOL publicada na terça-feira (20) revelou que informações sigilosas do Smart Sampa ficaram expostas em um repositório público da internet por cerca de 11 meses. A falha permitiu acesso indevido a imagens de mais de 58 mil câmeras do sistema de vigilância e reconhecimento facial da Prefeitura de São Paulo.
O Smart Sampa é o sistema de videomonitoramento e reconhecimento facial da Prefeitura de São Paulo .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.