Ela se mudou para a Ásia e dedicou sua vida a comunidade “Hanyeo”, mulheres que mergulham sem equipamento de respiração para pescar frutos do mar
Youngrak-ri, uma pequena vila costeira no extremo oeste da ilha de Jeju, na Coreia do Sul, costumava ser famosa por duas coisas: solo fértil e o aparecimento ocasional de golfinhos.
Mas, nos últimos anos, ficou conhecida por abrigar uma verdadeira raridade no país: uma haenyeo americana .
Haenyeo (“hae” significa mar e “nyeo” significa mulher) são mergulhadoras, historicamente originárias da Ilha de Jeju , que mergulham no oceano sem equipamento de respiração para pescar frutos do mar e sobreviver.
E, até este ano, Kylie Genter é a única estrangeira a possuir uma licença de haenyeo, de acordo com autoridades locais — obrigatória para quem deseja exercer o mergulho livre tradicional comercialmente no país.
“Não imaginava que estivesse abrindo caminho… Como estrangeira fazendo isso, especialmente por não ser cidadã coreana, é uma grande responsabilidade”, disse ela à CNN .
Os mergulhos são uma façanha que a transformaram numa espécie de celebridade local.
“Nossa aldeia tem a primeira haenyeo americana, então muita gente tem vindo nos visitar para entrevistá-la!”, diz Kim Chang-sik, chefe da pesca da aldeia, entusiasmado.
Tendo vivido toda a sua vida em Youngrak-ri, uma pequena vila costeira na ilha, ele afirma que a dura realidade do presente, um povo composto em sua maioria por idosos, é uma tendência que se estende às haenyeo.
Mas a chegada de Genter, de 36 anos, despertou a esperança de que a Coreia do Sul também possa abrir o setor para mais estrangeiros e preservar seu patrimônio.
Kylie Genter é a única americana na Coreia do Sul a possuir uma licença de haenyeo. • Jenna Lee Kim De Nova York à Coreia do Sul Tornar-se uma haenyeo não estava nos planos de Genter, quando ela se formou na faculdade.
Apaixonada por viagens, ela estudou na Europa e decidiu que seu próximo destino seria a Ásia.
Inicialmente, seu objetivo era o Japão, já que havia estudado o idioma na faculdade, mas uma vaga na Coreia do Sul, que oferecia moradia gratuita, chamou sua atenção.
Naquele mesmo ano, ela se tornou professora de inglês em Jinju, uma cidade histórica na província de Gyeongsang do Sul.
Ela percebeu enormes diferenças culturais entre sua casa nos EUA e a Coreia do Sul, mas disse que também havia semelhanças.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.