Caso Gisele: Justiça mantém prisão preventiva de tenente-coronel
A defesa da família da soldado Gisele Alves Santana comunicou que a Justiça manteve a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto , réu pelo feminicídio da esposa e fraude processual, nesta terça-feira (13).
Durante interrogatório de mais de oito horas, o réu declarou à Justiça que não é assassino e que segue preso injustamente há mais de 200 dias por um crime que não cometeu.
A defesa do tenente-coronel solicitou a revogação da prisão preventiva do homem.
De acordo com a defesa da família de Gisele, o MP (Ministério Público) e a defesa da vítima foram contra o pedido.
Leia Mais Caso Gisele: STJ nega habeas corpus de tenente-coronel réu por feminicídio de PM em SP Em depoimento, tenente-coronel fala em armação da perícia para incriminá-lo Caso Gisele: interrogatório de tenente-coronel é aditado para agosto O oficial foi preso preventivamente no dia 18 de março, um mês após a morte de Gisele Alves .
Ele segue sob custódia no Presídio Militar Romão Gomes, localizado na zona Norte de São Paulo.
Réu por feminicídio e fraude processual Geraldo Leite Rosa Neto responde pelos crimes de feminicídio e fraude processual.
Segundo a investigação, o tenente-coronel interferiu na cena do crime e no curso do caso.
Para o Ministério Público, o homicídio foi praticado por motivo torpe , relacionado ao sentimento de posse e à recusa do acusado em aceitar o fim do relacionamento.
A denúncia também afirma que Gisele foi surpreendida, sem possibilidade de defesa, circunstância que qualifica o crime.
Após o interrogatório de Neto , ocorrido no dia 5 de outubro, o oficial e a defesa da família de Gisele devem apresentar as alegações finais do caso.
Finalizado esse processo, a juíza do caso avaliará os autos e decidirá se o caso será submetido ou não a júri popular .
Caso Gisele: defesa de tenente-coronel pede revogação de prisão preventiva | LIVE CNN O interrogatório A CNN Brasil obteve acesso a íntegra do depoimento , prestado na última segunda-feira (5), no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo.
Na audiência, estiveram presentes representantes do Ministério Público, o advogado da família de Gisele e a defesa do oficial.
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